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Índice de analfabetismo é baixo, mas ainda existe

Educação Comentários 17 de outubro de 2014

Assim como no Brasil, em Anápolis, a taxa de pessoas analfabetas, ou que abandonaram os estudos, não é alarmante


O analfabetismo no Brasil está cada vez menor, mas ainda existe. Dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, mostram que em 2013 foram registrados, no País, 13 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais o que representa 8,3% do total de brasileiros.
O índice de idosos analfabetos, com 60 anos ou mais, alcançou 23,9%. O IBGE explica que a taxa de analfabetismo vem caindo entre os jovens de, até, 25 anos. A partir da faixa etária de 40 anos, a taxa é alta, devido à falta de acesso à educação anteriormente.
Em Anápolis, o cenário, também, é positivo. A taxa de alfabetização é de 94,2% da população. Os jovens e adultos, a partir de 15 anos, que não terminaram ou nunca deram início aos estudos podem contar com programas como Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
“A situação no município é confortável”, afirmou a Secretária Municipal de Educação, Virgínia Melo. Segundo ela, a maioria das crianças está na escola. Às vezes, uma ou outra criança que tem alguma deficiência muito grave, não está frequentando, mas são exceções.
O analfabetismo, geralmente, vem lá de trás. Uma pessoa que não teve condições de frequentar a escola porque morava na zona rural ou trabalhava desde muito cedo. Na maioria das vezes, são pessoas de idade mais avançada. Para esses casos, existem, hoje, parcerias com escolas, igrejas e empresas que cedem espaço para as aulas do Brasil Alfabetizado. O Programa conta, em Anápolis, com 196 alunos.
A preocupação maior é referente ao jovem que não completa o ensino fundamental. Muitos são inseridos, mais tarde, no EJA, para retomarem o processo de educação. Mas, segundo a Secretária Virgínia Mello, é um desafio. “A evasão no Programa é de, até, 60%. Nós fazemos um acompanhamento intenso. Se o aluno falta, nós ligamos para saber o que aconteceu. Mesmo assim, grande parte acaba desistindo”, falou.
Atualmente, existem 1.335 alunos matriculados no EJA. A Secretária explica que grande parte deles se matricula por ser uma exigência do mercado de trabalho. “Mesmo quando ele procura um serviço mais braçal, a empresa exige a escolaridade ou que, pelo menos, esteja matriculado. Parece não ser importante, mas é necessário ler bem e escrever para cumprir as normas de segurança do setor em que estiver trabalhando, ler um manual e seguir orientações”, esclareceu.
Além disso, a secretária falou sobre a dificuldade que essas pessoas enfrentam com as tecnologias. “Elas acabam ficando excluídas da era digital. Sentem dificuldade, até, para enviarem uma mensagem de texto, coisa que, praticamente, todo mundo faz”, disse.

Nunca é tarde
Judite Antônia de Abreu, 70, e Jair Manoel de Jesus, 70, são colegas de sala de aula. Eles retomaram os estudos após atingirem a “melhor idade”. Eles estão frequentando as aulas do Brasil Alfabetizado no Centro de Convivência dos Idosos (CCI) há pouco mais de um ano.
Aluna assídua e dedicada, Judite ocupa lugar na primeira fila da sala. Apesar de ter sido alfabetizado na infância, ainda não conseguia ler muito ou escrever um bilhete. Ela resolveu retomar os estudos e está satisfeita com a decisão. “Eu sentia que precisava voltar a estudar porque tinha dificuldade de escrever um bilhete, comprar uma passagem para viajar. Hoje eu já consigo sair de casa e deixar um bilhetinho para meus filhos”, contou.
Jair morou toda a sua vida na zona rural. Ele sempre teve vontade de estudar, mas não encontrava oportunidade. “Eu sempre tive vontade. Acho bonito uma pessoa instruída. Saber ler e escrever é muito importante”. Segundo ele, suas expectativas agora são para as aulas de informática que devem começar brevemente.

Autor(a): Wanessa Mereb

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