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Inadimplência no comércio varejista tem acréscimo de 16,85% em janeiro

Economia Comentários 15 de fevereiro de 2018

Para a CDL, o atraso no pagamento no crediário é reflexo das compras de final de ano e material escolar


A inadimplência nas vendas a crediário e com cheques pré-datados no comércio varejista aumentou 16,85%, conforme revela a estatística mensal do Serviço de Proteção ao Crédito, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis. A entidade usa como referência para o cálculo da inadimplência os registros formalizados pelos lojistas ao SPC, depois de mais de trinta dias de atraso no pagamento de uma parcela de compras feitas pelos consumidores no crediário ou de cheques pré-datados sem provisão de fundos.
O presidente da CDL, Wilmar Jardim de Carvalho, revela que em janeiro os lojistas associados incluíram 5.859 novos consumidores inadimplentes na relação de maus pagadores do SPC, contra 5.014 no mesmo mês do ano passado. Assim, 845 consumidores a mais passaram a fazer parte dos registros do SPC, um aumento de 16,85% da inadimplentes no primeiro mês de 2018.
O levantamento da CDL mostra, também, em contrapartida, que houve um acréscimo de 2,48% no número de consumidores inadimplentes que conseguiram limpar seus nomes no SPC, recuperando o direito de fazer suas compras no crediário ou com cheques pré-datados. No mês, de acordo com a mesma estatística, 3.996 consumidores saíram da lista negra do SPC, ante 3.899 em janeiro de 2017. Nas vendas com cheques, o aumento no número de cancelamentos foi ainda maior, de 23,72%.
O presidente da CDL lembra que muitos consumidores acertaram débitos antigos no comércio e recuperam o crédito nas compras de material escolar, uniformes e calçados para pagamento em parcelas. Ou, então, com cheques pré-datados. Wilmar Jardim de Carvalho revelou que em todo início de ano há um aumento da inadimplência, provocada pelo crescimento das vendas de final de ano, uma parte delas feitas sem planejamento por uma parcela de consumidores.

Reflexo
Ele reconheceu, entretanto, que, este ano, o índice foi um pouco mais elevado em relação aos de anos anteriores, acreditando que a principal razão para o crescimento da inadimplência ainda seja um reflexo da crise financeira que o País ainda está enfrentando e, também, do alto índice de desemprego. Para este mês de fevereiro, o presidente da CDL acredita que o índice de inadimplência deverá continuar elevado, ainda como reflexo das vendas de final de ano e, também, por causa das compras de material escolar, uniformes e calçados. “Mas estes números não assustam os lojistas”, acrescentou Wilmar Jardim de Carvalho para quem o aumento da inadimplência já era esperado pelos lojistas.
Além da inadimplência e dos cancelamentos de registros de maus pagadores no SPC, a estatística da CDL inclui um levantamento das vendas a crediário e com cheques, tendo como referência as consultas que os lojistas fazem ao Serviço de Proteção ao Crédito antes de fechar seus negócios. De acordo com a estatística, em janeiro, os lojistas fizeram 39.163 consultas ao SPC, contra 43.068 no mesmo mês de 2017, o que representa uma queda de 9,97% ou redução de 3.905 consultas.
“É sempre bom ressaltar que nem todas estas consultas se revertem em vendas”, disse o presidente da CDL lembrando que a estatística do SPC se refere, apenas, às vendas no crediário ou, com cheques. Segundo ele, as consultas não incluem as vendas à vista ou para pagamento com cartões de crédito. “São dados muito difíceis de serem coletados”, justificou Wilmar Jardim de Carvalho. Segundo ele, uma grande parcela dos consumidores está sendo hoje mais cautelosa na hora de assumir compromissos, optando pelas compras para pagamento à vista para não comprometer seus orçamentos.

Autor(a): Ferreira Cunha

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