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Inadimplência das micro e pequenas cresce no Brasil

Economia Comentários 16 de fevereiro de 2018

No ano passado, chjegou a quase 5 milhões o número de empresas neste segmento que foram negativadas


Em dezembro/2017 o número de micro e pequenas empresas inadimplentes chegou a 4,937 milhões, de acordo com estudo da Serasa Experian. Trata-se do maior número de negativadas já apurado pela empresa desde março de 2016, quando o levantamento passou a ser feito. A quantidade de CNPJs de MPEs com dívidas atrasadas em dezembro de 2017 é 10,8% superior ao registrado em dezembro de 2016, quando o número era de 4,455 milhões.
Ainda de acordo com a pesquisa, do total de 4,937 milhões de MPEs no vermelho, em dezembro/2017, 45,8% eram prestadoras de serviços, 45,1% empresas comerciais e 8,7% indústrias.
A região Sudeste concentrou a maior porcentagem de micro e pequenas empresas inadimplentes, com 53,8% do total. Em seguida aparece o Nordeste, com 16,3%; o Sul, com 15,8%; Centro-Oeste, com 8,7% e Norte, com 5,3%.
Entre os estados, São Paulo tem o maior número de empresas negativadas, com 32,6% do total. Em seguida está Minas Gerais, com 11,0%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,1%. Goiás aparece com 3,7% de empresas notificadas, em relação ao número total no País.

ANÁLISE
De acordo com os economistas da Serasa, a maior fragilidade financeiras, o fato de se concentrarem no setor de serviços, o qual ainda registrou baixo dinamismo em 2017, e as maiores dificuldades de acesso ao crédito, impulsionaram a inadimplências das micro e pequenas empresas ao longo de todo o ano passado. As MPEs respondem por 27% do PIB. Por isso, o recorde de inadimplência traz preocupação para o setor. O caminho para os empresários que estão nessa situação passa pela renegociação das contas atrasadas e conseqüente reinserção no mercado de crédito.

Dívidas
Para ajudar as empresas a saírem da inadimplência, a Serasa Experian disponibiliza o Serasa Recupera PJ (www.serasarecupera.com.br), um serviço online para as companhias renegociarem suas dívidas atrasadas diretamente com os credores. Os responsáveis devem se cadastrar gratuitamente no site e acessar a página onde estarão relacionados os credores participantes com os quais a empresa possui alguma conta em aberto, que esteja na base de dados da Serasa.
Ao clicar no nome do credor serão apresentadas as pendências e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat) para efetivar a renegociação. O cadastro também traz aos responsáveis o benefício de serem avisadas sobre a inclusão de novos débitos com os credores participantes.
Em 2017, o Serasa Recupera ajudou 40 mil companhias inadimplentes a quitarem débitos atrasados, fazendo com que R$ 55 milhões voltassem aos credores.A ferramenta conta com mais de dois mil credores, de diversos portes e segmentos, e oferece um ambiente ágil e seguro para o fechamento de acordos. Com isso, mais devedores podem sair do vermelho e retomar o acesso ao crédito.
“Nosso objetivo com o Recupera PJ é reinserir essas empresas no mercado de crédito. Entendemos que este momento é propício para incentivar a aproximação de quem está devendo e quer pagar com quem vendeu ou prestou o serviço e precisa receber”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Victor Loyola.

Autor(a): Da Redação

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