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Hospital Espírita pode fechar as portas em novembro

Saúde Comentários 24 de setembro de 2011

A unidade, que assiste a portadores de transtornos mentais e dependentes químicos, vive uma aguda crise financeira há cerca de cinco anos e a direção afirma ter esgotado os próprios limites


Caso não consiga uma solução para a crise financeira que já se arrasta há alguns anos, o Hospital Espírita de Psiquiatria poderá encerrar as suas atividades, inclusive, uma data já foi fixada: 2 de novembro, Dia de Finados. A unidade é referência na região no tratamento de pessoas portadoras de transtornos mentais e dependentes químicos e, com mais de 60 anos de existência, vive uma situação difícil, devido à baixa remuneração pelos serviços que presta com a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Num ofício encaminhado na última semana à vereadora Mírian Garcia (PSDB), assinado pelo presidente, Adilson Pinto, e pelo diretor administrativo, Cauby Moreira Pinheiro, a instituição alega que vem enfrentando “dificuldades econômicas e financeiras graves, tendo em vista a política do Ministério da Saúde, no que se refere ao atendimento das pessoas portadoras de transtornos mentais e deficientes químicos, através de uma remuneração injusta e perversa”. Em função disso, aponta o documento, são gerados mensalmente resultados deficitários.
Ainda, de acordo com a direção do hospital, no ano de 2010, foram atendidos usuários oriundos de 105 municípios, sendo 79 de várias regiões de Goiás e o restante de 11 outros estados da federação. Mas, 65% dos atendidos são do próprio Município. “Desnecessário se faz ressaltar a importância que a instituição representa para a comunidade anapolina, goiana e, mesmo, de outros estados da Federação, inclusive, do Distrito Federal, no atendimento ambulatorial e de internação de pacientes, incluindo apoio aos seus familiares”, ressalta o ofício.
A direção do Hospital Espírita de Psiquiatria relata que para manter a instituição aberta e em pleno funcionamento, com o objetivo de atender à grande demanda, “foi obrigada a contragosto a vender todo o seu patrimônio disponível, uma vez que ao longo desses 5 últimos anos o hospital vem trabalhando com um considerável déficit mensal”.
“Este cenário tem sinalizado à Diretoria o esgotamento das iniciativas e soluções que dependiam da mesma, e se, infelizmente, alguma ajuda financeira externa não vier, sobretudo por parte do Gestor Municipal, fatalmente a instituição se verá obrigada a encerrar as suas atividades, estando sendo sinalizado inclusive o dia 02, /11/2011, dia dos mortosfinados como data limite, o que lamentavelmente redundará em maior desassistência à população já bastante sofrida”, assevera o documento.
A direção do Hospital espera que a Prefeitura de Anápolis conceda a mesma ajuda que foi aprovada na Câmara Municipal, há poucos dias, para outra instituição filantrópica, a Maternidade “Dr. Adalberto Pereira da Silva”, que foi contemplada com um valor de R$ 200 mil em quatro parcelas de R$ 50 mil.
A vereadora Mírian Garcia informou que foi feito um trabalho junto ao Governo de Goiás, também com o intuito de garantir repasse para a instituição. No entanto, apesar de ter a garantia dessa ajuda, não há ainda nada de oficial. As providências, segundo ela, dependem do Gabinete Civil da Governadoria. Conforme observou, o Hospital Espírita tinha a intenção de encerrar o atendimento neste início do mês de outubro, “mas conseguimos que esse prazo fosse prolongado por um mês, para tentarmos, ainda, encontrar uma solução para que a população não fique sem este atendimento”, pontuou.

Prefeitura
O Prefeito Antônio Gomide afirma que está aberto ao diálogo, embora ressaltando que as instituições privadas, as filantrópicas e a pública são regidas por normas específicas da área de saúde e, cada qual, deve primar pela sua gestão. No caso da Maternidade “Doutor Adalberto” e do Hospital Espírita, ele afirmou que as duas instituições têm problemas de gestão e não é papel da Prefeitura fazer o socorro financeiro, embora essa ajuda tenha sido dada. O chefe do Executivo não garantiu que fará um projeto para a doação de recursos, mas externou que está aberto ao diálogo.

Autor(a): Claudius Brito

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