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Hospital-dia do Idoso é referência no País

Saúde Comentários 27 de julho de 2013

Tratamento multidisciplinar e estímulo ao acompanhamento familiar são alguns dos diferenciais da unidade, que terá o trabalho apresentado internacionalmente


Na contramão dos inúmeros casos que mostram os maus tratos praticados contra as pessoas da chamada terceira idade, o Hospital-dia do Idoso, em Anápolis, tem se transformado em uma referência para Goiás e para o Brasil. Recentemente, a unidade foi destaque na revista Comunicar, dos conselhos Federal e Regional de Fonoaudiologia, pelo trabalho desenvolvido na área. Mas, o atendimento no hospital é multidisciplinar e engloba, ainda, clínica geral; geriatria; cardiologia; ortopedia; gastrologia; fisioterapia; psicologia, nutrição e terapia ocupacional.
A diretora da unidade, a fonoaudióloga Júlia Maria Rodrigues de Oliveira, explica que o Hospital-dia do Idoso é especializado no atendimento a pacientes com perda da capacidade funcional - que não conseguem realizar atividades diárias, como comer e tomar banho, sem auxilio. “Somos referenciados pela rede de saúde. Então, recebemos pacientes encaminhados pelas redes municipal, conveniada e particular”. Quando chegam ao hospital, os idosos passam por uma triagem, onde é feita uma avaliação geral de sua saúde. Com esta ferramenta em mãos, a equipe traça as estratégias para o melhor atendimento. “Costumo dizer que não tratamos sintomas, tratamos pacientes. Sempre nos preocupamos em descobrir a queixa principal, o que mais incomoda o idoso. Assim, criamos um plano de cuidado e estabelecemos as prioridades de tratamento junto com o paciente”, diz Júlia.
Segundo a professora Maria Terezinha Soares Silva, a qualidade de vida do pai, Luciano Soares Siqueira, que é portador do mal de Alzheimer, melhorou significativamente depois que ele começou os tratamentos no Hospital-dia do Idoso. Desde que foi encaminhado para a unidade, o aposentado já foi atendido por profissionais de diferentes especialidades como geriatra; fisioterapeuta; cardiologista, nutricionista e fonoaudióloga. “Apesar de necessitar de cuidados especiais, ele, agora, está mais independente. Contudo, fazemos questão de seguir à risca as recomendações dos médicos”, conta Maria Terezinha. “A organização, o tratamento diferenciado e de acordo com a necessidade do paciente nos transmitem muita segurança. Mas a participação e o acompanhamento da família também são fundamentais”, garante a professora, que faz questão de acompanhar o pai em todos os atendimentos.
“É uma das prerrogativas da unidade reforçar os vínculos familiares. Ao estimular o hábito do acompanhamento, minimizamos as situações de violência e negligência”, analisa a diretora da unidade. Segundo Júlia Maria Rodrigues, com foco nestas situações, o hospital realiza ainda a orientação psicológica e ministra palestras para cuidadores e acompanhantes, em que ensina sobre os hábitos do cuidado diário: como movimentar o idoso; cuidados na dieta; banho, melhores horários para troca, entre outras.

Destaque e reconhecimento
Além de ter sido publicado na revista especializada Comunicar, dos conselhos Federal e Regional de Fonoaudiologia, o trabalho realizado pelo Hospital será destaque, também, em congressos nacionais e internacionais. Entre os dias 1 e 3 de agosto, a diretora da unidade, Júlia Rodrigues, ministra palestra no Encontro de Geriatria da USP (Universidade de São Paulo). Ela falará sobre a Gestão de Hospitais Geriátricos e apresentará o modelo do Hospital-dia do Idoso, hoje referência para o País. Em setembro, é a vez do Congresso Latino Americano de Saúde Pública, que acontece na Espanha.
“Somos um modelo híbrido. Não estamos dentro de um hospital geral, mas atendemos à demanda dos hospitais gerais e da rede de saúde”, explica Júlia Maria. “O trabalho realizado pela unidade do idoso diminui os custos para o Sistema Único de Saúde, pois estabiliza o paciente, que passa a não precisar de serviços de urgência e emergência e/ou dos leitos nas unidades de alta complexidade”.
Futuro
Hoje, o Hospital-dia do Idoso realiza cerca de 2,5 mil atendimentos por mês, nas áreas de clínica geral; geriatria; cardiologia; ortopedia; gastrologia; dermatologia; psicologia; fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional. A grande maioria dos pacientes é formada por mulheres de baixa renda, entre 60 e 70 anos. Contudo, segundo Júlia com o aumento no número de atendimentos, o perfil está mudando.
A unidade conta com 45 profissionais, entre médicos; enfermeiros; técnicos em enfermagem; psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas. E os atendimentos são feitos de forma individual ou grupal, dependendo do caso.
Até outubro, o setor de Fonoaudiologia da unidade pretende instalar um setor de audiologia, que permitirá a realização de exames audiológicos. Além da criação de grupos para tratamento de zumbido, reabilitação labiríntica e adaptação ao aparelho auditivo.

Autor(a): Carolina Umbelino

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