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Hospital desativa setor de exames que detectam câncer de mama

Saúde Comentários 03 de maro de 2017

Realizados em aparelhos velhos e ultrapassados, exames estão suspensos desde o dia 22 de fevereiro. Uma média mensal de 450 pessoas procuravam a unidade em busca de atendimento através do SUS


A direção da Unidade Oncológica “Mauá Cavalcante Sávio” decidiu desativar todo o setor de realização de exames que detectam o câncer de mama, deixando sem atendimento uma média mensal de 450 pacientes que procuravam a unidade para fazer mamografia, ultrasonografia e raio-x gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS). O setor foi desativado no dia 22 de fevereiro, provocando o desligamento de um médico radiologista, de um técnico em radiologia e de uma recepcionista, conforme informou a direção da Unidade Oncológica.
“Toda a direção da Unidade lamenta muito esta tomada de decisão, principalmente, porque temos consciência de que muitas pessoas vão encontrar dificuldades para realização dos exames que detectam o câncer de mama, através do SUS”, disse a diretora administrativa da Unidade Oncológica, Marlene Celestino. Ela justificou a desativação desse setor alegando que todos os seus equipamentos são antigos e defasados e que vinham apresentando defeitos com muita frequência, além da baixa qualidade de suas imagens.
De acordo com a diretora administrativa, a baixa resolutividade que os aparelhos de mamografia, ultrasonografia e raio-x vinha apresentando já era motivo para muitos pacientes recusarem os exames feitos na Unidade Oncológica. “Muitas pessoas recusavam fazer estes exames quando eram informadas que os aparelhos não eram digitais e sim bem mais antigos e com imagens de baixa qualidade”, acrescentou Marlene Celestino, revelando que essa baixa qualidade das imagens causava prejuízo na interpretação dos diagnósticos.
Faltam recursos
Tão grave quanto a desativação do setor é a informação segundo a qual a Unidade Oncológica não dispõe de recursos para a troca do mamógrafo, do ultrasom e do raio-x por aparelhos mais atualizados. “Infelizmente não temos condições técnicas de manter o setor em funcionamento da forma em que seus aparelhos se encontram e nem recursos financeiros para substituí-los por outros equipamentos mais avançados”, disse a diretora administrativa, revelando que a Unidade estava tendo um prejuízo mensal de R$ 8 mil para manter este setor funcionando.
Marlene Celestino informou que o problema já foi levado ao conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde. “A secretária Luzia Cordeiro foi muito receptiva quando informamos que o setor de mamografia, ultrasonograria e raio-x foi desativado e um novo projeto lhe foi apresentado, mas nada de concreto nos foi oferecido para solucionar o problema”, disse a diretora administrativa, revelando que em Anápolis a Unidade Oncológica era a única que realizava exames que detectam o câncer de mama através do SUS.
Ela reconhece que todos os exames que eram feitos na Unidade Oncológica são preventivos, mas afirma que por não serem realizados em aparelhos digitais a qualidade de suas imagens não apresentava resultados confiáveis. Segundo informou, o primeiro aparelho desativado foi o de ultrasonografia, seguido pelo de raio-x e, por último, o de mamografia. Além de Anápolis, o setor atendia pacientes de outros 59 municípios, através do sistema de pactuação.
De acordo com a diretora administrativa, uma sugestão apresentada pela Câmara Municipal foi a de reunir todos os prefeitos dos 59 municípios pactuados para a busca de uma solução para o problema. “Essa sugestão propõe a divisão dos gastos com a compra de novos aparelhos com os municípios pactuados”, disse Marlene Celestino, reconhecendo que essa sugestão é de um consenso muito difícil. Apesar de ter desativado este setor de detecção do câncer de mama, a diretora administrativa informou que a Unidade Oncológica mantém em funcionamento o setor de tratamento.

Autor(a): Ferreira Cunha

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