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Hospital de Urgências recebe cobranças do Ministério Público

Geral Comentários 15 de julho de 2011

Promotoria quer providências para a solução de vários problemas no Estabelecimento hospitalar tido como referência para o Estado


O saneamento de algumas irregularidades detectadas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás no Hospital de Urgências “Doutor Henrique Santillo”, em Anápolis, motivou uma reunião com o Promotor Marcelo Henrique dos Santos, na manhã de quinta-feira, 14. O relatório aponta, dentre outros problemas, a presença de profissionais médicos oriundos de outros estados, prestando serviços naquele estabelecimento, sem o devido credenciamento no CRM de Goiás, o que é considerado falha grave.
Além disso, o relatório apontou que existem pendências financeiras que precisam ser sanadas, assim como, a falta de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o que tem provocado o congestionamento, inclusive com a acomodação precária de pacientes em macas nos corredores do Hospital de Urgências. Outros problemas como falta de equipamentos, componentes químicos e vestimentas adequadas para determinados tipos de serviços foram inseridos no relatório.

O promotor
De acordo com o promotor Marcelo Henrique dos Santos, a inspeção feita no Hospital de Urgências é procedimento de rotina e acontece em todos os estabelecimentos do gênero, dela fazendo parte o CRM - Conselho Regional de Medicina, o COREN - Conselho Regional de Enfermagem e outros. Ele disse compreender e entender a luta da
FASA (Fundação de Assistência Social de Anápolis) responsável pela administração do referido estabelecimento, mas assegura que é um dever do ministério Público apontar falhas e buscar a devida correção. Para o promotor, devido ao fato de o Hospital de Urgências de Anápolis ser visto como referência no setor, o obriga ainda mais a busca um atendimento de boa qualidade.
Marcelo Henrique disse que devem ser juntados os esforços das lideranças políticas e sociais de Anápolis e do Estado de Goiás, no sentido de se buscar as soluções imediatas para as dificuldades apontadas. Para o representante do Ministério Público, “já se passou da hora de se ampliar o Hospital de Urgências de Anápolis”, tendo em vista a demanda, cada vez mais crescente, motivo das preocupações colocadas. A direção da FASA preferiu não se manifestar, aguardando ser comunicada oficialmente, o que não havia ocorrido até o início da tarde da quinta-feira, 15.

Autor(a): Da Redação

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