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Hospital de Psiquiatria ‘respira’ com promessa de ajuda

Saúde Comentários 11 de janeiro de 2013

Unidade, que funciona há mais de 70 anos, corre o risco de desativação por falta de recursos


Recebendo do Sistema Único de Saúde - SUS - R$ 33,95 por uma diária que inclui cinco refeições, roupa lavada, medicamentos e outros serviços, o Hospital Espírita de Psiquiatria, mais conhecido por Sanatório Espírita de Anápolis vem, ao longo dos anos, acusando déficits “um atrás do outro”, conforme definem seus diretores. A situação chegou a um ponto insustentável, tendo em vista que a instituição já “queimou todas as gorduras”, se desfazendo de patrimônios para contornar a crise. Como não foi, ainda, possível, consertar o problema, chegou-se ao extremo de se anunciar a real possibilidade de se fechar o estabelecimento, liberando mais de 330 internos, dos quais, 70 por cento são de Anápolis, devolvendo-os às suas famílias, ou, transferindo-os para outras casas hospitalares. O problema é que, em toda a região, não existem hospitais semelhantes e muitos dos internos, os chamados crônicos, não têm mais qualquer contato com os familiares, vivendo, literalmente, na unidade “Augusto Pinto Pereira“ em uma chácara (Chácara Nosso Lar), de propriedade do Hospital, nas proximidades da Vila Jaiara.
Esta semana, entretanto, o diretor administrativo do Hospital, Cauby Moreira Pinheiro, informou que surgiu “uma luz no fim do túnel”. É que, durante um encontro, do qual participaram representantes do Ministério Público; Secretaria Estadual de Saúde, Prefeitura Municipal e dirigentes do HEP, ficou acertado que o Governo de Goiás iria liberar uma verba mensal na ordem de R$ 100 mil e que, provavelmente, a Prefeitura, via Secretaria Municipal de Saúde faça um aporte no mesmo valor. Para Cauby Pinheiro, esse montante permite um fôlego financeiro razoável, até que se busquem fontes fixas de recursos. A diretoria do Hospital Espírita de Psiquiatria aguardava a confirmação dessa proposta.
Fundado em 23 de abril de 1950, o Hospital (então Sanatório) funciona ininterruptamente. Até 2003 ele recebia pacientes de praticamente todo o País, via SUS. Mas, com a municipalização da saúde, sua área de atuação foi restringida. Mesmo assim, hoje passam por seus consultórios, e pela internação, pacientes de cerca de 60 cidades de Goiás; Tocantins; Mato Grosso; Distrito Federal, Minas Gerais e outros estados limítrofes. São quase 300 funcionários, entre médicos; enfermeiros, laboratoristas e outros profissionais que atendem à clientela.

Autor(a): Da Redação

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