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Homicídio ocorrido há quinze anos é esclarecido

Violência Comentários 10 de julho de 2015

Investigação de inteligência da Polícia Civil resulta em solução do caso e prisão do autor do crime


Em abril do ano 2000, Divino Cândido da Silva, conhecido como “Veím”, foi assassinado nas proximidades de um bar no bairro Conjunto “Filostro Machado” Carneiro, em Anápolis. O crime, no entanto, levou quinze anos para ser desvendado. Na época, “Veím”, que era conhecido por seu caráter ‘encrenqueiro’ e ‘brigão’, morreu ao chegar ao hospital, vítima de agressões por faca e arma de fogo.


Segundo a polícia, ele teria entrado na casa de “Beto” - suposto autor do crime e morador do mesmo bairro - furtado a televisão e, no final, matou o cachorro da família. Ao descobrir, “Beto” teria jurado “Veím” de morte.


As suspeitas aumentaram sobre “Beto” porque ele desapareceu logo após o fato. Um ano depois, ao receberem nova ordem de missão do delegado da época, os policiais não encontraram testemunhas sobre o crime nas proximidades do bar e, tampouco, da casa onde “Beto” morava.


Não concluído o inquérito por falta de provas e testemunhas, por dez anos, o caso foi esquecido. Até que, no ano passado, o Delegado Regional da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos, tomou providências para que a investigação fosse retomada de forma profunda e consistente, numa espécie de força tarefa. Descobriu-se, então, que o imóvel onde “Beto” morava havia sido vendido três meses após o fato. Depois disso, a casa fora vendida por diversas vezes.


Testemunhas afirmavam que, na época, o suspeito aparentava não ter familiares e morava sozinho. Acreditava-se, também, que ele não estaria vivo. Por isso, parte considerável da investigação foi pautada em detalhes que exigiram atenção minuciosa da polícia. Os nomes de todos os moradores da casa que fora de “Beto” e pessoas que, possivelmente, tiveram algum contato com ele foram investigados. A partir daí, foi possível encontrar um variado número de pessoas cujas informações fornecidas permitiram chegar até a esposa de Beto e, consequentemente, até ele. Após muitas etapas, com algumas dificuldades, empenho significativo da equipe e apoio do serviço de inteligência para a localização, o desfecho da história culminou na prisão do suspeito.


Na investigação constatou-se que “Beto” é Arlindo Pereira de Souza, acusado de outro crime e foragido do regime semiaberto após quinze anos. Havia, para ele, outros dois mandados de prisão, um deles por porte de arma. Ao ser apreendido, Arlindo apresentava documento falso de identidade. Hoje, Arlindo está preso em Anápolis aguardando o decreto por homicídio e sua transferência para Goiânia.

Autor(a): Da Redação

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