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Hipertensão pode vir sem aviso prévio

Saúde Comentários 13 de dezembro de 2013

Doença, que atinge um a cada três brasileiros adultos, pode ser evitada. A cada cinco segundos, uma pessoa morre vítima da doença no mundo


A hipertensão é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil – a doença atinge um a cada três adultos e, em média, três a cada quatro brasileiros com mais de 70 anos. No mundo, 7 milhões morrem por ano pelo problema, o que significa que a cada 5 segundos, uma pessoa morre vítima da doença.
O perigo é que, na maioria das vezes, ela não dá sintomas e aumenta o risco de infarto e derrame cerebral, como explica o cardiologista Roberto Kalil.
Para prevenir, a principal forma é reduzir a quantidade de sódio da alimentação, substância que aumenta e mantém a pressão em níveis mais altos. No entanto, os brasileiros consomem muito mais sódio do que o recomendado – a ingestão no país é de 4 a 5 gramas por dia, sendo que o ideal é 2 gramas.
Segundo o cardiologista Celso Amodeo, o sódio estimula quimicamente o sistema nervoso simpático, causando uma vasoconstrição; além disso, causa um processo de osmose já que o sódio do sangue rouba a água das células que estão ao redor, aumentando o volume sanguíneo e forçando a parede das artérias, o que eleva a pressão.
Justamente porque o sódio gosta de água, quem tem pressão alta geralmente urina menos, como alerta o nefrologista Décio Mion. Nessa situação, a urina fica mais concentrada, e às vezes, mais amarela.
Em relação ao sal, porém, existem dois tipos de problemas: as pessoas que são sensíveis ou resistentes. No caso dos resistentes, o rim tem uma capacidade maior de eliminar o sal junto com a urina, ou seja, o sal passa pelo rim e a “peneira” tem os espaços mais abertos. Já os sensíveis têm espaços mais fechados, que retém maior quantidade de sal e líquido, elevando o risco de inchaço e pressão alta.
No entanto, reduzir o sódio é apenas uma das medidas de controle da pressão – ingerir mais potássio, perder peso e fazer atividade física também são recomendações importantes.
Os alimentos industrializados são uns dos que mais têm sódio e, por isso, populações urbanas costumam ter mais pressão alta. Um estudo organizado pela Sociedade e Federação Internacional de Cardiologia, que envolveu mais de 10 mil adultos em 31 países do mundo todo, mostrou que os 254 índios yanomami avaliados em Roraima não apresentaram nenhum caso de hipertensão, por causa da alimentação saudável.
Fora evitar os industrializados, é preciso ainda tomar cuidado com o sal de adição – a dica é substituir por ervas, sal light ou até mesmo o gersal.

Excesso de sal e proteína pode afetar rins e aumentar risco de cálculo renal
Embora sejam pequenos, os rins são extremamente importantes para o funcionamento do corpo e para a saúde. De maneira geral, eles são responsáveis por eliminar as toxinas do sangue por um sistema de filtração, além de regular a produção de glóbulos vermelhos e a pressão sanguínea, como explica o nefrologista Décio Mion.
De acordo com o urologista Fabio Vicentini, as pessoas nascem com 100% da função dos rins, porém, depois dos 40 anos de idade, elas começam a perder cerca de 2% dessa função por ano. A alimentação é essencial para preservar a saúde dos rins - excesso de sal e proteína é o maior vilão do funcionamento renal. No caso do consumo exagerado de proteína, os rins podem se sobrecarregar e desenvolver uma inflamação que pode até entupir a passagem do sangue - isso pode fazer o paciente chegar aos 60 anos sem o funcionamento renal.
Em relação ao consumo de sal e açúcar, o nefrologista Décio Mion explicou que esses dois alimentos podem levar o paciente a desenvolver pressão alta e diabetes, doenças que se não tratadas corretamente, podem levar à falência total dos rins. Como lembrou o médico, o controle da pressão arterial também é uma das funções desses órgãos e, se eles não funcionam, a pressão pode aumentar e causar inchaço. Por isso, a dica é usar o mínimo de sal no preparo dos alimentos e nas refeições.
Uma das principais dicas para manter os rins saudáveis por mais tempo é beber de 2 a 3 litros de água por dia.
Para saber se o corpo está hidratado ou não, é preciso observar a cor da urina - se ela estiver amarela escura, é um sinal de alerta de que é necessário aumentar a ingestão de água e que o paciente pode estar com algum problema nos rins; porém, se a cor for clara, significa que o paciente bebe água o suficiente e têm os rins saudáveis.
Fora a cor, é fundamental observar também se há sangue na urina já que isso pode indicar pedra nos rins, infecção ou até mesmo um tumor. Segundo o urologista, geralmente, quem bebe pouca água corre mais risco também de ter infecção urinária e se esse problema for recorrente, pode danificar os rins da mesma maneira.
Além do sal e da próteína, antiinflamatórios, antibióticos e o cálculo renal também podem ser prejudiciais aos rins. E, caso eles não funcionem, as toxinas podem se acumular no sangue e causar uma condição séria, conhecida como uremia.
Nesse caso, o paciente começa a ter náuseas, fadiga, desorientação, falta de ar e também edema nos braços e pernas. Porém, de maneira geral, ter inchaço no corpo, dor na região lombar e sangue na urina são alguns dos sinais de alerta para o paciente procurar um médico para avaliar se tem algum problema renal.

Autor(a): Bem Estar

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