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HEG implanta técnica inovadora no tratamento do AVC isquêmico

Saúde Comentários 23 de dezembro de 2016

Outro procedimento da unidade, o corredor de atenção cardiovascular, oferece aos pacientes o melhor tratamento disponível na literatura médica, reduzindo o número de mortes evitáveis


Considerado como uma das principais causas de morte e de incapacitação e de graves consequências sociais e econômicas, o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico vem sendo tratado com técnicas e equipamentos inovadores no Hospital Evangélico Goiano (HEG), apontado como uma das mais avançadas unidades de saúde do Município, com resultados positivos para nos pacientes submetidos a uma nova terapêutica. Trata-se da trombectomia, realizada duas vezes em novembro no HEG e as primeiras feitas fora da Capital do Estado.
“O resultado foi fantástico”, disse o médico Paulo Cézar Vaz de A. Filho, coordenador do Pronto Socorro do HEG, professor de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UniEvangélica e presidente da Regional Goiás da Associação Brasileira da Medicina de Urgência e Emergência Sem revelar a identificação, ele contou que uma paciente de 64 anos de idade chegou ao pronto socorro sem conseguir andar e se movimentar à esquerda, recebendo alta após o procedimento de trombectomia e avaliação médica.
Paulo Cézar informou que, apesar da gravidade do quadro, hoje a paciente consegue andar e se movimentar plenamente em razão desse novo procedimento. O médico explicou que a trombectomia é um tratamento mais intensivo para quadros mais graves de AVC isquêmico, adotado há um ano e meio em centros de grande excelência, que desobstrui o fluxo sanguíneo em vasos com grandes massas de gordura que dificultam a livre circulação do sangue. “É uma terapêutica nova no mundo, fundamentada a partir de fevereiro de 2015 e que pode trazer resultados impressionantes de redução de sequelas no AVC isquêmico”, acrescentou revelando, porém, que o SUS ainda não oferece cobertura para este procedimento, apesar de quadros graves necessitarem da trombectomia. Ele garantiu que o procedimento, mais invasivo, reduz o índice de mortes causadas pelo AVC isquêmico e também suas seqüelas.
Corredor
O coordenador do Pronto Socorro do HEG falou também sobre o Corredor de Atenção Cardiovascular, um atendimento a pacientes com dor torácica, que beneficia não, apenas, a pessoas de Anápolis como também os moradores de 21 municípios circunvizinhos pactuados, com cobertura pelo SUS. Com três anos de implantação, o Corredor de Atenção Cardiovascular já atendeu a mais de mil pessoas que chegaram a uma unidade de saúde com dor no peito, com redução de muitas mortes evitáveis, depois de serem beneficiadas com o melhor tratamento possível e disponível na literatura médica.
“Eu recomendo a qualquer pessoa com dor no peito a procurar um serviço de saúde rapidamente porque grande parte dos casos é grave e perigosa, com sofrimento cardíaco que pode causar até a morte”, alertou o médico Paulo Cézar, revelando que após uma avaliação médica, havendo necessidade, abre-se um protocolo para realização de procedimentos complementares. Segundo ele, a avaliação pode ser feita nas unidades do SUS como a UPA, CAIS, Hospital Municipal, dentre outros de onde o paciente é encaminhado o mais rápido possível por uma unidade de suporte avançado do SAMU até o pronto socorro do HEG.
Ele informou que no pronto socorro o paciente entra no protocolo gerenciado de dor torácica, onde é feito o gerenciamento de todos os indicadores relativos ao atendimento, fornecendo-lhe o melhor tratamento disponível, o cateterismo ou angioplastia primária. “É importante destacar, surgindo qualquer desconforto torácico, dor do lado direito ou esquerdo que se irradia, dispnéia ou falta de ar que a pessoa precisa procurar uma unidade de saúde”, reafirmou o médico.
Pactuação
Paulo Cézar revelou que a pactuação com a Prefeitura de Anápolis colabora para o sistema funcionar, reduz a burocracia e torna o atendimento real. “O poder público é essencial para que isso ocorra”, acrescentou. E, disse que a cada três meses, essa pactuação é reavaliada para a correção de eventuais falhas no protocolo de alinhamento final. De acordo com o médico, os benefícios proporcionados à sociedade, principalmente na redução de mortes evitáveis a partir da implantação do corredor de atenção cardiovascular são imensuráveis, segundo sua avaliação, uma realidade muito bem executada e pouco frequente em todo o País, no contexto do SUS.
Ele citou, como exemplo prático que ilustra este cenário de rapidez no protocolo, o caso recente do paciente João Teodoro, comerciante, 58 anos, casado, duas filhas, residente no Bairro Paraíso. Ele deu entrada no CAIS Abadia Lopes com quadro de dor no peito, onde foi avaliado e diagnosticado com infarto com supra e encaminhado, através do SAMU, para o pronto socorro do HEG. “Ao chegar lá, o paciente foi prontamente avaliado com evolução de três paradas cardíacas com reversões imediatas, seguidas de tratamento disponível com sucesso”, revelou Paulo Cézar, acrescentando que o paciente recebeu alta quatro dias depois, sem nenhuma sequela, devido à efetividade do corredor de atenção cardiovascular HEG-Secretaria Municipal de Saúde. Segundo ele, essa integração entre o Município e o Hospital é que propiciou o atendimento rápido e agilizou o protocolo que eliminou as placas de gordura que havia nas coronárias do paciente.
O comerciante João Teodoro passou por um cateterismo, procedimento que removeu as placas de gordura que havia nas coronárias, com o retorno normal do fluxo sanguíneo e sem sequelas. O próprio João Teodoro informou que, aos poucos, está voltando à vida normal e ao trabalho, mas que usa medicamentos para o controle da pressão arterial. “Se hoje estou vivo, devo graças, primeiro a Deus, e, depois, ao atendimento rápido que recebi no CAIS, no pronto socorro do HEG e os procedimentos que o Dr. Paulo César realizou”, concluiu.

Autor(a): Ferreira Cunha

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