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Hanseníase ainda é encarada como tabu

Saúde Comentários 31 de janeiro de 2014

Ação da Secretaria de Saúde leva conscientização aos postos de saúde de Anápolis


A passagem do Dia Mundial de Combate a Hanseníase, que é comemorado no último domingo do mês de janeiro, está sendo marcado, em Anápolis, com uma série de atividades desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação, cuja programação teve início na última segunda-feira,27, e se encerram nesta sexta-feira, dia 31
As ações se concentram em todas as Unidades de Saúde da Família, com orientações aos pacientes, familiares e demais interessados. As pessoas recebem folhetos com informações sobre a hanseníase, abordando a importância do auto-exame e do diagnóstico precoce. O objetivo é mostrar que a doença tem cura e o tratamento é gratuito. Em Anápolis, todas as Unidades de Saúde da Família oferecem o tratamento. Os casos mais graves são encaminhados para a Unidade de Saúde do Jundiaí “Illion Fleury” (antiga Osego), que é referência em hanseníase.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Marcelo Daher, ainda existe um grande desafio, que é o de vencer a resistência das pessoas suspeitas de contágio em procurar assistência médica, em realizar os exames necessários. “Antigamente, a sociedade excluía os doentes”, afirma o diretor, observando que é um traço cultural. Porém, ele destaca que, hoje, esse preconceito não tem mais sentido. “Existe um tratamento eficaz e quanto mais cedo o diagnóstico mais rápida será a cura e menores as sequelas”, afirma Marcelo Daher.

A doença
A hanseníase é uma doença infecciosa que acomete principalmente pessoas com idade entre 20 e 64 anos. Os primeiros sintomas são o aparecimento de uma ou mais machas na pele, de cor branca ou avermelhada, e a diminuição da sensibilidade no local.
A forma de contágio é de pessoa para pessoa, pelas vias aéreas superiores (ao falar, tossir ou espirrar), por pessoas doentes que não estejam em tratamento. Quando não diagnosticada e não tratada precocemente, evolui para incapacidades físicas que geram processos de exclusão social. Atualmente, a doença tem cura, com medicamentos gratuitos disponibilizados na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), cujo tratamento pode variar de seis meses a um ano, dependendo da quantidade de bacilos e lesões.

Autor(a): Da Redação

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