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Hackers ganham até R$ 22 mil/mês

Especial Comentários 27 de julho de 2018


Jovens muito inteligentes, apaixonados por computador e extremamente interessados no mundo digital poderão ser recrutados como hackers, em Anápolis, com salários entre R$ 2 mil e R$ 22 mil, não para roubar senhas nem burlar transações bancárias tampouco espalhar vírus por toda a rede, mas para atuar na área de segurança da informação em indústrias focadas no desenvolvimento tecnológico e na inovação. Se, por um lado, o hacker “do mal” consegue sobrecarregar um servidor, derrubar um site e capturar dados por meio de vírus, o hacker ético é treinado para evitar estes problemas e, em alguns casos, reverter danos.
Em Anápolis, o coronel Jorge Alberto Colpo, da reserva do Exército Brasileiro e conselheiro do Comitê para Assuntos de Defesa da FIEG Federação das Indústrias do Estado de Goiás, destacou que o Brasil é o terceiro país no ranking do cybercrime, atrás apenas de China e Rússia, e que é “estratégico” para a segurança nacional “recrutar” soldados virtuais para o lado da legalidade.
O Exército Brasileiro também está atrás de hackers. Mas o Exército Brasileiro pode convocar civis? Pode sim! Está dentro das previsões das Forças Armadas a contratação de especialistas em regime de prestação de serviços. Esta é uma tendência mundial. O exército dos EEUU, por exemplo, contrata rapazes e moças, desde que especialistas, enquanto as forças armadas da França oferta postos de trabalho no segmento, com salários iniciais de 3 mil euros por mês (aproximadamente R$ 13 mil).
Não se fala em outra coisa por aqui a não ser nas perspectivas da Base da Indústria de Defesa e Segurança de Goiás, um projeto polissetorial e multidimensional que objetiva formar um grande polo de empresas com perfil tecnológico. A logística do COMDEFESA (Indústrias-Governo-Universidades-Entidades-Forças Armadas) visa atrair para Anápolis não apenas indústrias de armamentos, mas, também, fornecedores de diversos produtos e serviços que são consumidos com o orçamento do Ministério da Defesa como, por exemplo, uniformes, botas, alimentos e muito mais.
No conteúdo pragmático deste projeto tão factível quanto oportuno, embora não pareça, está a participação estratégica do hacker do bem, uma vez que a gêneses da indústria do segmento de defesa e segurança traduz desenvolvimento de tecnologia de ponta, empregos com alta remuneração e criação de centros de pesquisas, entre outras vantagens que poderiam dar suporte ao desenvolvimento do país. Ambiente perfeito também para a logística do crime virtual, uma vez que em segurança cibernética, o mal costuma sempre estar um passo à frente.
Com o atrativo cardápio de incentivos fiscais do Governo do Estado de Goiás (ICMS de 4%) e as linhas especiais de financiamento privado e estatal, além dos referenciais e diferenciais da base infraestrutural de Anápolis, que alinha localização estratégica e densidade técnica, aproximadamente 200 indústrias do segmento de defesa e segurança estão de olho em um negócio de R$ 7,5 bilhões por ano, com potencial para crescer na velocidade dos Gripen NG. Até porque a chegada dos novos caças transformará Anápolis em centro estratégico da maior força aeroespacial do hemisfério sul.
Este gigantesco mercado envolve muito mais que dinheiro: envolve conhecimento, ciência, tecnologia, transferência de tecnologia e inovação. Envolve uma nova dimensão de desenvolvimento (o econômico, a competitividade e o bem-estar social) e envolve o conceito de “Indústria 4.0”. Envolve toda a geração atual e também as próximas gerações. E envolve a segurança e a soberania do Brasil. Se as indústrias 4.0 e o Exército Brasileiro, por exemplo, assumem o desafio da inovação e da inteligência da era da dissuasão, da robótica, da simulação, da automação e da interdisciplinaridade, o mercado está cada vez mais favorável para jovens, de qualquer idade, apaixonados por computador e extremamente interessados no mundo digital.
Sobre os riscos de infiltração de cyber criminosos no ambiente das empresas com a atração de rackers para o lado da legalidade, discorre-se, em linguagem militar, que a tática é manter os amigos próximos e os inimigos mais próximos ainda.

Autor(a): MVANDERIC

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