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Há vagas para estacionar...

Geral Comentários 02 de abril de 2011

Locar espaços para o estacionamento de alta rotatividade na região central de Anápolis tem sido um extraordinário negócio. A renda é certa e, praticamente, não há risco


Não existe um número oficial, mas estima-se que mais de 100 garagens, de variados tamanhos e de múltiplais formas de atendimento já estejam espalhadas pelo centro e nos principais bairros de Anápolis. Muita gente, inclusive, demoliu imóveis antigos, que rendiam pouco com aluguéis defasados, para abrir espaços aos proprietários de veículos automotores que não sabem mais o que fazer para encontrarem um lugar seguro onde possam deixar seus carros.
Por dia, calcula-se (dados da Circunscrição Regional de Trânsito - CIRETRAN) que cerca de 40 novos veículos são adicionados à frota que roda nas ruas de Anápolis. São motocicletas, automóveis, utilitários, caminhões, ônibus e outros veículos pesados, disputando o espaço das ruas estreitas com pedestres, ciclistas, motociclistas, veículos de tração animal e outros componentes da paisagem urbana. O adensamento natural que existe, principalmente por Anápolis não ser uma cidade projetada (foi crescendo desordenadamente ao longo das décadas) impede à Prefeitura de elaborar um projeto mais racional de ocupação de espaços. O resultado disso é a alternativa encontrada pelos donos de veículos: alugar garagens.
É o caso de Almir Fonseca, comerciário que trabalha no centro da Cidade. Ele é mensalista de uma garagem há quatro anos e se mostra satisfeito. “Guardo o carro de segunda a sábado, pago uma mensalidade de acordo com minhas condições, tenho a garantia de que o veículo fica seguro, na sombra, e não tenho de ficar rodando à procura de vaga nas guias de sarjeta. Igualmente a Almir, Eliane Moreira, bancária, é mensalista de garagem e diz que não há outra saída. E vaticina: “Vai ficar pior. Depois das oito da manhã, só com muita sorte para se encontrar uma vaga”, alega. Assim como esses dois funcionários urbanos, centenas de outros são mensalistas de garagens. Mas, é na rotatividade que se encontra o verdadeiro “filão” dos donos de tais empreendimentos.

Rotatividade
A insegurança gerada por deixar o carro em local mais afastado, remete o condutor de veículo para duas alternativas no centro da Cidade. Estacionar na “área azul”, como é chamado o estacionamento pago e controlado pela Prefeitura, ou, recorrer à garagem particular. Os preços são cobrados de acordo com o porte do veículo e o tempo de duração nos abrigos. Depende-se, ainda, da localização da garagem. Quanto mais central, mais cara. Os valores vão desde R$ 1 a R$10, por hora. “Rogério Alemão”, administrador de uma garagem diz que é um bom negócio. “Tem vez que o carro não fica nem meia hora, pois o dono resolve o que tem de resolver e vai embora. Esse é o que dá mais lucro, pois paga uma hora fechada e abre vaga para outro que chega logo em seguida”, justifica.
O problema da falta de estacionamentos regulares em Anápolis não é exclusivo do Município. Esse fenômeno social é observado em praticamente todas as cidades brasileiras. A indústria automobilística, nos últimos quatro anos, bateu seguidos recordes de montagens. Segundo a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, este ano serão comercializados 3,6 milhões de novos modelos no Brasil. Além disso, de acordo com Hélio Cardoso, operador de financiamentos, “está bem mais fácil comprar um carro hoje do que há dez, quinze anos atrás. O cliente compra à vista, financia, faz leasing e tem uma série de outras facilidades. A concorrência das marcas no mercado permite um bom volume de negócios todo dia”, garante.

Vai continuar
Além disso, o bom movimento nas garagens é justificado pela necessidade que as pessoas têm de resolver os problemas, principalmente durante o expediente bancário. Elas preferem pagar R$ 2, por uma hora, do que ficarem rodando a esmo em busca de um espaço para estacionar. E, o abrigo das garagens não é especialidade, apenas, para veículos de quatro rodas. Milhares de motocicletas ocupam, também, as garagens, o que vem garantindo boa lucratividade para os donos. Eles não revelam, mas muitas garagens têm rendimento de, até, R$ 400 a R$ 500 reais diariamente, dependendo da data. Início e final de mês têm maior movimento. Todavia, a velocidade com que está sendo aumentada a frota municipal, não é acompanhada pela abertura de novas garagens. De acordo com um proprietário, Anápolis comportaria o dobro do número de garagens. O problema é se encontrar imóveis para isso na região central. A solução, segundo ele, seria a construção de edifícios/garagens, como já se verifica em dezenas de outras cidades brasileiras. Mas, enquanto isso não ocorre, explorar o ramo de garagens urbanas continua sendo uma boa alternativa econômica para muitos.

Autor(a): Nilton Pereira

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