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Grupo denuncia crueldade a animais em ritual religioso

Geral Comentários 21 de fevereiro de 2015

Fotos publicadas no em mídias sociais, supostamente tiradas nas proximidades do Distrito Agroindustrial de Anápolis, mostraram bodes e aves sacrificados. Outras situações parecidas já foram vistas no município.


Nesta semana, a organização não-governamental (ONG) anapolina, Projeto Salva, publicou em sua fanpage uma foto, no mínimo, assustadora. A imagem mostra quatro bodes sacrificados para um ritual religioso, imersos parcialmente no que parece ser água. Informações do Projeto apontam que as imagens foram feitas nas proximidades do DAIA. Ao redor dos animais mortos, uma quantidade considerável de garrafas e taças com bebidas alcóolicas, aves mortas, flores, enfeites e objetos diversos, como moedas, completam o cenário.
O Projeto Salva tem como objetivo, de acordo com informações da página no facebook, ‘conscientizar a população como forma de minimizar o sofrimento de animais abandonados’. Nos comentários da foto, opiniões diversas sobre o fato revelaram a indignação com o ocorrido. Para muitos, apesar de o direito ao culto ser garantido, há limites quando o assunto e, um deles, é o sacrifício de animais. Uma das pessoas chegou a indagar: “não há punição? Até quando? Cadê a lei que protege os animais?”.
Umas das pessoas ouvidas pelo Jornal Contexto, que não quis se identificar, informou ter presenciado outra situação em que animais foram sacrificados para a realização de supostos rituais religiosos. O caso, ocorrido no final de 2014, foi denunciado por pessoas que moram próximo ao local, no centro da cidade. Responsável pelo caso à época, o delegado Carlos Silveira, titular do 2º DP e do Grupo Especial de Combate a Crimes Contra o Meio Ambiente, informou que uma equipe da Polícia Civil foi verificar a denúncia.
Conforme informou o delegado, foi descartada a hipótese de crime ambiental. Ele explicou que a prática criminosa só ocorre quando os animais são mortos de maneira cruel. Conforme indicou, sacrificá-los para fins religiosos é parte da liberdade religiosa e não determina que quem pratica este tipo de ritual está fora da lei. Ele citou que ainda não tem conhecimento do fato supostamente ocorrido no DAIA e informou que fotos e imagens da cena podem ser enviados à corporação, para serem averiguados.
A reportagem do Jornal Contexto entrou em contato com o Projeto Salva, mas as ligações não foram atendidas. A postagem original da ONG no Facebook, publicada no dia 16 de fevereiro, informa a posição da Organização Não Governamental sobre o sacrifício de animais ocorrido: ‘E você, acha que isso é mito? Que isso não acontece? Isso foi encontrado nas proximidades do DAIA, em Anápolis, Goiás. A ignorância das pessoas surpreende. Para nós, que passamos os dias tentando salvar (os animais), ver uma cena dessas é, no mínimo, revoltante. Liberdade de religião é um direito. Agora, respeitar os animais é um dever! Maus tratos é crime e deve ser punido!’.
O texto ainda continua em um tom de revolta: ‘que as pessoas se mutilem para atender suas neuroses religiosas e deixem os pobres animais em paz! Mais um aviso de que a maldade está aí, não apenas animais pretos participam desses rituais. Protejam os animais, protejam os seus animais!’. A publicação foi editada e um ‘adendo’ foi inserido na descrição da foto. ‘Nossa intenção ao postar (a foto dos animais sacrificados) é alertar as pessoas que isso existe. E pode acontecer muito perto de nós. Respeitamos a liberdade religiosa, porém maus tratos aos animais é crime. Não há lei que autorize o sacrifício de animais, mas há lei que puna os maus tratos, torturar, ferir, prender, machucar’, aparece escrito em um fragmento do texto.

Autor(a): Felipe Homsi

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