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Grupo de Investigação de Homicídios elucida 52,7% dos inquéritos de 2017

Segurança Comentários 16 de maro de 2018

Em 2017, quando foram praticados, 165 homicídios, Grupo concluiu 87 inquéritos. Este ano já foram elucidados 17 casos


O Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil, em Anápolis, concluiu 87 inquéritos de um total de 165 assassinatos praticados no Município em 2017, o que representa 52,7% de casos elucidados e com autoria definida. A estatística foi divulgada pelo titular da Delegacia de Homicídios e do GIH, Vander Coelho. Ele revelou que outros 17 casos de homicídios, de um total de 39 praticados este ano, também, já foram elucidados, igualmente com a identificação e a prisão de seus autores. A mesma estatística mostra que até o último dia 15 já haviam sido expedidos 32 mandados de prisão contra 22 pessoas, todas elas já presas, acusadas de serem autoras de diferentes crimes de morte.
“Esses números deixam toda a equipe do GIH com mais ânimo para continuar trabalhando na investigação e na elucidação dos homicídios praticados em Anápolis”, disse o delegado explicando que entre os inquéritos concluídos estão incluídos alguns crimes praticados há mais tempo e, não apenas, os registros mais recentes. Por serem mais complexos, alguns casos levam mais tempo para serem elucidados, mas entram na estatística do ano em que o inquérito foi concluído.
O Delegado Vander Coelho manifestou preocupação com o grande número de homicídios praticados neste início de ano e antecipa que a Polícia Civil, com o apoio Grupo Especial de Repressão a Narcóticos e da Polícia Militar, vem reforçando suas ações na tentativa de inibir ou mesmo reduzir seus registros. Mas, reconhece que o trabalho de prevenção é difícil de apresentar resultados práticos ao lembrar que a maioria dos assassinatos tem motivações diversas.
As investigações de crimes contra a vida são feitas em conjunto, com troca de informações e operações integradas porque a maior parte dos casos tem algum envolvimento com o uso e o tráfico de drogas. Além disso, a Polícia Civil e a Polícia Militar desenvolvem ações para a apreensão de armas e evitar que conflitos sejam resolvidos de forma violenta.

Reforço
Apesar da média de elucidação dos homicídios praticados no Município ser bem superior à média nacional, estimada em menos de 10% dos casos, Vander Coelho entende que o número poderia ser maior se contasse com o reforço de mais policiais. “Nossa expectativa é a de que mais policiais sejam destacados para atuar em Anápolis, depois que o governo estadual realizar um concurso público. Um reforço no quadro de policiais auxiliaria muito no trabalho de investigação e de elucidação de homicídios”, disse.
O bacharel enumera casos complexos e emblemáticos que tiveram grande repercussão à época em que alguns homicídios foram praticados, mas que hoje estão elucidados e com os autores presos. Como exemplo ele cita o assassinato do veterinário João Paulo Alarcão, ocorrido no final de 2017, cuja investigação foi concluída antes de dois meses depois de ter sido praticado. O autor desse assassinato, Lucas de Souza Araújo Costa, está preso e aguarda julgamento.
Outro caso que chocou a população foi o assassinato do idoso Lindolfo Carneiro, de 71 anos, também já elucidado pelo GIH. De acordo com o delegado, o crime foi praticado com uma faca, pela esposa do idoso, Nelice Silva de Jesus, de 63 anos de idade, quando ambos estavam embriagados, na residência do casal, no Bairro Santa Cecília.
Por último, Vander Coelho citou um dos casos que ele considera dos mais emblemáticos dos últimos tempos - o assassinado de uma criança de apenas dois anos e quatro meses de idade, que teria sido praticado pela mãe e pelo padrasto, ocorrido no início desse ano, no Bairro Calixtópolis. Segundo o delegado, Arafat Dias da Silva, o padrasto e Giovana de Souza de Jesus, a mãe do menino, foram indiciados por tortura seguida de morte. “Essa criança tinha lesões por todo o corpo por conta dos castigos físicos a que era seguidamente submetida pelo casal”, contou o delegado revelando que ela tinha marcas de tortura por todo o corpo.

Autor(a): Ferreira Cunha

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