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Gripe Suína está de volta

Saúde Comentários 12 de maro de 2010

Cerca de 112 milhões de doses de vacinas foram adquiridas pelo Ministério da saúde, e distribuídas no Brasil para serem administradas em etapas distintas, separando a população em cinco grupos prioritários. Em Anápolis, a proposta é vacinar 107 mil pessoas


Foi iniciada, no último dia oito, a campanha de vacinação contra o vírus influenza pandêmica (H1N1) em todo o País. Ou seja, a Gripe Influenza A H1N1, que, a princípio, ficou conhecida como “gripe suína”. Estratégias estão sendo adotadas para se evitar que a segunda onda da doença não seja tão alarmante como da primeira vez. De acordo o site Portal da Saúde, do Governo Federal, a escolha dos trabalhadores da saúde, como grupo prioritário, deve-se primeiramente, para assegurar o funcionamento dos serviços básicos de atendimento à população e pelo fato de o grupo estar sob um potencial risco de contrair o vírus.
Os indígenas, por apresentaram maior vulnerabilidade e dificuldade de buscarem atendimento hospitalar, caso necessitem de tratamento, também foram considerados grupo prioritário para o calendário de vacinação. As gestantes ocupam o segundo grupo, pois, além de representarem 22% das mulheres em idade fértil com a doença, a síndrome se manifesta de forma agressiva.
As crianças entre seis meses e dois anos de idade foram as que apresentaram maior incidência de gripe A, no primeiro surto da doença. Os portadores de doenças respiratórias crônicas tiveram alto percentual na pandemia de 2009. Isso se explica pela maior vulnerabilidade a que estão sujeitos. O terceiro grupo, que compreende a população entre 20 e 29 anos, representou um total de 24% das vítimas da nova gripe em 2009. Isso se justifica por ser a população mais ativa e com maior circulação nos mais variados lugares. Idosos e adultos entre 30 e 39 anos, correspondem à quarta e à quinta etapas, respectivamente. Acredita-se que as vacinações anteriores (contra gripe comum) podem ter favorecido àqueles com mais de 60 anos, a estarem um pouco mais protegidos que os restantes.

Segunda onda

De acordo o infectologista e assessor técnico da Secretaria Municipal de Saúde, Marcelo Cecílio Daher, espera-se que uma segunda onda da gripe A (H1N1) em Anápolis, entre o final de julho e início de agosto, apesar de no Brasil aparecer entre maio e junho. A expectativa é de que o vírus não venha tão forte, pelos próprios indícios no Hemisfério Norte, que passa por uma segunda onda mais controlada, já que boa parte da população recebeu a vacina. O médico acrescenta que é de fundamental importância que a população atenda ao chamado da vacinação, pois assim o vírus circulará com menor força, por pelo menos dois ou três anos.
Além disso, não há basicamente nenhuma contra indicação para se receber a vacina, a não ser no caso de pessoas com alergia grave a ovo ou componentes da fórmula. “A vacina é segura, eficaz, já foi testada e é basicamente a mesma vacina da gripe comum, com acréscimo de um componente novo”, completa o médico. Outra recomendação é que pessoas que tiveram a gripe A, e não tiveram diagnóstico confirmado laboratorialmente, devem se vacinar, pois não estão imunes a essa segunda onda da doença.
De acordo com o infectologista, o excesso de divulgação, de certa forma, prejudicou pelos transtornos causados a população. Para ele, como a população não estava habituada com tamanha divulgação, começou-se a buscar o médico com sintomas de gripe comum, o que habitualmente não acontecia. “Antes não quantificava casos de gripe, e muita gente morria, e não havia diagnóstico, mas isso era por que não existia tanto interesse”, explica Marcelo Daher. Ele acrescenta que “se compararmos a gripe influenza com ouras doenças, nota-se que ela mata muito menos, mas a grande questão é seu alto poder de contaminação e contágio”. Por isso ele alerta para que a população mantenha os hábitos de higiene, principalmente com as mãos, para evitar contágio com o vírus Influenza.

Locais de vacinação
A vacinação contra a gripe A vai ocorrer em todo o País ao mesmo tempo, respeitando o cronograma proposto pelo Ministério da Saúde. De acordo com Marcelo Daher, espera-se vacinar, em Anápolis, aproximadamente, 107 mil pessoas. Os locais são Unidade de Saúde Jundiaí; Cais do Jardim Progresso; Mini-Cais “Abadia Fonseca”, na Vila São Joaquim; Hospital Municipal e Setor de Imunização (Vigilância em Saúde), no bairro Jundiaí.

Autor(a): Flávio Gomes

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