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Gripe já fez 66 vítimas em Goiás

Saúde Comentários 16 de novembro de 2013

Doença é caracterizada por uma síndrome gripal associada a outros sinais e sintomas clínicos


De 1º de janeiro ao dia 02 último, foram notificados em Goiás, 301 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave, doença que acomete pessoas de qualquer idade e que é caracterizada por febre alta, tosse e dispneia, acompanhada ou não dos sinais e sintomas de aumento de frequência respiratória (de acordo com a idade); hipotensão, em relação à pressão arterial do paciente e, em crianças, também, os batimentos de asa de nariz, cianose, triagem intercostal, desidratação e inapetência., segundo definição que consta do protocolo de manejo clínico da SRAG.
Segundo dados do Boletim Mensal da Síndrome Respiratória Aguda Grave- Goiás 2013, divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, dos 301 casos notificados no Estado este ano, houve confirmação de 66 óbitos. Em 2012, no mesmo período, foram notificados 322 casos de SRAG, com um total de 71 óbitos. Após a pandemia de gripe em 2009, o Ministério da Saúde preconizou a notificação compulsória dos casos graves de influenza. A partir de 2012, a ficha de notificação foi modificada e a vigilância epidemiológica direcionou o monitoramento da SRAG.
Dentre ainda os 301 casos de SRAG notificados em Goiás, de acordo com o boletim da SES, 44 foram encerrados como: SRAG por influenza (51 casos); SRAG por outros agentes etiológicos (04 casos); SRAG não especificada (202 casos) e ainda estão sob investigação 44 casos. Entre os 51 casos encerrados como SRAG por influenza, 38 casos (74%) foram provocados pelos vírus influenza A/H1N1.
Em Goiânia, de acordo com o boletim epidemiológico, é a cidade com maior número de casos notificados de SRAG e de óbitos, foram 108 registros e 23 mortes. Em seguida está Aparecida de Goiânia, que tem 30 casos notificados e 07 óbitos registrados. Anápolis vem em terceiro lugar em número de casos notificados,17. No Município, foram registrados 03 óbitos. Em Jataí, consta o registro de oito óbitos e 15 casos notificados.
O total de óbitos da SRAG pelo vírus Influenza A/H1N1, foi de 15. Em Goiânia, foram 06 registros e nos municípios de Aparecida de Goiânia, Goianésia, Morrinhos, Nazário, Nerópolis, Santo Antônio do Descoberto, Senador Canedo e Valparaíso de Goiás, um registro de óbito.
O boletim epidemiológico aponta também que a maior prevalência de óbitos de SRGA ficou entre os homens, com 38 mortes (57,58%). O total de óbitos em pacientes do sexo feminino foi de 28 (42,42%). As faixas etárias com maior prevalência de óbitos, foram: 50-59 anos (14); 30-39 anos (11) e maior de 60 (11).
Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, o tratamento oportuno para a SRAG deve ser iniciado dentro de 48 horas após o início dos sintomas e deve ser instruído para todos os pacientes que pertencerem ao grupo de risco (idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de dois anos, portadores de doenças crônicas e população indígena) e apresentaram um quadro clínico da Síndrome.

Anápolis em alerta
O médico infectologista Marcelo Cecílio Daher, Diretor de Vigilância em Saúde, ressalta que em Anápolis, o alerta para o protocolo de Influenza tem se mantido através de um programa denominado Rede Sentinela, pelo qual qualquer paciente com suspeita de gripe tem material colhido para exames e, nos casos necessários, a aplicação de medicação, como o Tamiflu. Conforme disse, a situação no Município hoje é mais confortável em razão desse trabalho contínuo e das visitações da equipe médica aos hospitais.
O profissional observa que ocorre muito hoje, as pessoas serem internadas por um motivo e, quando se faz a investigação, estava com gripe e ocorreu um agravamento. “As pessoas precisam ficar conscientes de que um quadro gripal pode causar lesões sérias e até levar a óbito, não é uma doença simples como um resfriado”, ressaltou, acrescentando que quando estiver com sintoma forte de gripe por dois ou mais dias, é necessário buscar ajuda médica. Marcelo Daher enfatiza que é necessário que as pessoas não descuidem em tempo algum das medidas de prevenção, dentre elas a higiene do corpo e, principalmente, das mãos, sempre que possível com uso de álcool gel.

Autor(a): Claudius Brito

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