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Greve dos servidores deve ter desfecho na próxima semana

Geral Comentários 07 de outubro de 2011

Movimento decidiu marcar para a quinta-feira da próxima semana uma assembleia para deliberar sobre a proposta que foi encaminhada pela presidência do Tribunal de Justiça


A paralisação dos servidores e serventuários da Justiça deverá ter um desfecho somente a partir da próxima quinta-feira 13, quando a categoria se reúne em Assembleia Geral para dar uma resposta à proposta que foi encaminhada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), desembargador Victor Barbosa Lenza.
O delegado sindical do Sindijustiça em Anápolis, Ícaro Walter Antunes, informou que na última quarta-feira, 05, a Assembleia Geral convocada para deliberar sobre a proposta do TJ - GO terminou sem que houvesse uma decisão, porque havia muitas dúvidas por parte da categoria. “Vamos analisar essas propostas de forma mais detalhada, analisar os seus prós e contras”, disse. Conforme avalia, em princípio, o Sindijustiça considera que a mesma está muito aquém do que era esperado. De qualquer forma, ponderou Ícaro, a intenção é fazer um estudo minucioso da proposta que tem alguns pontos “obscuros”.
A proposta da categoria prevê recomposições de perdas salariais de 82,30% e a revisão geral do Plano de Cargos e Salários. Como contrapartida, o TJ-GO está oferecendo uma vantagem remuneratória denominada Gratificação de Atividade Judiciária, que seria calculada à base de 10% dos atuais vencimentos. O que, segundo o Presidente do Tribunal, irá resultar em um impacto de 11% sobre a atual folha de pagamento, além da promessa de encaminhamento de uma proposta de estruturação de carreira que, basicamente, dividiria os servidores entre os que têm formação acadêmica (nível superior) e os que possuem nível médio de ensino, inclusive, para requisito de ingresso, sendo os primeiro grupo seria o de Analista Judiciário e o segundo de Técnico Judiciário.
Enquanto a situação não se resolve, quem mais sofre são os advogados. Na última semana, o CONTEXTO recebeu manifestações de alguns deles reclamando que a demora na solução do impasse tem trazido enormes prejuízos, uma vez que apenas alguns serviços foram mantidos. “Aqui em Anápolis, não conseguimos protocolizar nada, a não ser coisas urgentes, no se refere a réu preso e execuções como de pensão alimentícia, dentre alguns outros”, destacou a advogada Andréa Siqueira, que faz parte da subseção local da OAB cujo presidente, Antônio Heli de Oliveira, está empenhado em fazer frente a um outro problema, que foi a implantação do novo horário de funcionamento do Judiciário, no período das 13 às 19 horas. Ou seja, a classe se vê diante de dois problemas que estão resultando na quase paralisação dos serviços por parte dos profissionais e bancas.

Dias parados
O desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição concedeu, na terça-feira, 04, liminar pleiteada pelo Sindijustiça a um mandado de segurança impetrado para garantir que os dias parados pelos servidores que aderiram ao movimento não sejam cortados. Em sua decisão, o desembargador-relator ressalva também o direito do vencimento integral de todos os servidores, inclusive, daqueles que até o momento aderiram à greve. O Mandado de Segurança coletivo - preventivo foi impetrado pelo Sindijustiça em virtude de ameaça de prática de ato ilegal por parte do presidente do TJ - GO.

Autor(a): Da Redação

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