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Grande queimada atinge nove fazendas da região

Geral Comentários 15 de setembro de 2016

Fogo começou na manhã do último dia 11, em uma pastagem da fazenda Olímpio Gomes, em Campo Limpo, atingindo uma área total de cerca de 1 milhão de metros quadrados


Um incêndio de grandes proporções causou prejuízos ainda incalculáveis em nove fazendas localizadas nos municípios de Anápolis, Campo Limpo e Ouro Verde, destruindo diversas áreas de pastagens, de cultivos de banana, mexerica e outras frutas e também de eucalipto, além de currais, cochos de sal e de ração e milhares de metros lineares de cercas. O início do incêndio foi detectado por moradores da região na manhã do último domingo, 11, e só controlado na tarde do dia seguinte, depois de uma intensa ação de policiais especializados do Corpo de Bombeiros de Anápolis, com o auxílio de pessoas das localidades atingidas.
O incêndio, de acordo com relato de um dos proprietários de uma das fazendas atingidas, Samuel Gonçalves teve início numa área de pastagem do Município de Campo Limpo, na região de Poções, no início de uma área conhecida como Pedra Sabão. O vento acabou espalhando a queimada, atingindo propriedades rurais também de Anápolis, na região do Distrito de Souzânia, Goialândia e Damolândia. De acordo com os moradores das regiões atingidas, foi uma situação drástica, nunca antes presenciada nas localidades onde a queimada chegou.
Os bombeiros ainda não sabem a causa do incêndio, mas não descartam a possibilidade de ter sido provocado proposital ou involuntariamente. Eles justificam a possibilidade, lembrando que a estiagem e suas consequências atingem hoje seu período mais crítico por causa da vegetação desidratada, baixa umidade do ar e alta radiação solar. “Hoje, estamos vivendo um recorde de incidência de incêndios”, conta o tenente Andrade, do 3º Batalhão de Bombeiro Militar, revelando que nos 14 primeiros dias de setembro a corporação realizou 52 atendimentos de combates a incêndios, o que dá uma média diária de quase quatro ocorrências, sem incluir os incêndios de menor proporção que a população não chega a acionar os bombeiros para combatê-los.

Área atingida
Com base em um boletim de ocorrência registrado no 3º Batalhão, neste último grande incêndio o fogo se espalhou por uma área de 1.064 milhão de metros quadrados, provocando a total destruição de uma área de 480 mil metros quadrados e a proteção de outros 288 mil metros quadrados, graças a ação dos bombeiros. O boletim relata que nesta ação de combate foram utilizados milhares de litros de água, dezenas de abafadores, com o envolvimento de nove bombeiros e três viaturas.
No domingo, o trabalho se estendeu por oito horas, necessitando, no entanto, do retorno de alguns bombeiros no dia seguinte para eliminar focos de incêndio que ainda restavam. Ele explica que as condições climáticas, aliada a falta de consciência ou comportamento inadequado das pessoas acabam provocando muitos incêndios, especialmente áreas de pastagem e mato seco. “Grande parte dessas ocorrências ocorre em áreas de pastagens”, acrescentou o tenente Andrade, lembrando que é comum o uso de queimadas na limpeza de áreas de pastagem, com o fogo se espalhando rapidamente porque as pessoas perdem o seu controle.
Disse também que os Bombeiros desenvolvem há vários anos a Operação Cerrado Vivo, entre julho e outubro, considerada a época mais crítica, com ações preventivas que orientam os fazendeiros e seus funcionários sobre a confecção de aceiros e de abanadores e até mesmo o uso de queimadas seguras nestas áreas. “Para fazer isso é preciso ter conhecimento técnico”, destacou o tenente explicando que é preciso também avisar os órgãos pertinentes, inclusive o horário para que se possa exercer controle sobre a queimada.
Samuel Gonçalves, um dos proprietários de fazendas atingidas pelo incêndio conta que, além de plantações e áreas de cultivo, o fogo destruiu também muitas áreas de reserva legal, áreas de proteção permanente e muitos animais da fauna silvestre foram também atingidos. Ele acredita que o fogo matou lobos, onças, quati, veados, tatu, pássaros e muitos pequenos animais. “Foi um prejuízo incalculável”, garante Samuel Gonçalves, revelando que dezenas de famílias ficaram não apenas sem pasto para alimentar seus bovinos e equinos e também sem suas plantações. Segundo ele, vai ser difícil para estas pessoas manterem suas propriedades rurais e ganhar dinheiro para suas próprias sobrevivências, depois que tudo foi consumido pelo fogo.

Autor(a): Ferreira Cunha

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