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Governo tem recurso sobrando para novos investimentos

Economia Comentários 29 de novembro de 2013

Secretário Estadual da Fazenda disse, na ACIA, que Goiás vive grande momento econômico


Ao participar da Reunião Ordinária de Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, na noite de quarta-feira, 27, o Secretário de Estado da Fazenda, José Taveira, disse que o Governo Estadual dispõe de um bom volume de recursos para o fomento à produção em diferentes níveis. Ele, inclusive, ironizou ao afirmar a temeridade de que o Governo não consiga gastar todo o volume ainda este ano. Mas, adiantou que o dinheiro destina-se, exclusivamente, ao fomento econômico e que o mesmo será disponibilizado para o pagamento do custeio das obras físicas e sociais está dentro dos parâmetros naturais e que todas as obras em andamento se acham com o cronograma de quitação rigorosamente em dia. “Desfio a quem tive dinheiro para receber do Governo por obras realizadas e que ainda não recebeu, a não ser que haja alguma irregularidade no processo”, adiantou José Taveira.
O Secretário disse aos empresários anapolinos que o Governo do Estado arrecada, em média, R$ 1 bilhão e que, 90 por cento desse total vão para o custeio da máquina administrativa, incluindo folha depagamento dos servidores e despesas em geral. Os R$100 milhões restantes vão para o setor de manutenção. Sobre este aspecto, José Taveira disse ser a favor do “enxugamento” da máquina, com a redução de gastos. “Hoje, necessitaríamos de, pelo menos, mais R$ 200 milhões para uma condução segura do custeio da máquina administrativa estadual. O Governo do Estado, inclusive, trabalha nesse sentido, mas, não se cogita em aumentar a carga tributária, pois entendemos que os brasileiros, em geral, já são muito sacrificados com a política tributária”, alegou José Taveira.
Oportunidade
Ainda, durante seu encontro com osempresários da ACIA, o Secretário José Taveira disse que está no Governo há mais de 15 anos e conhece com profundidade o que se passa em termos econômicos no Estado. Assegurou que, sempre, teve vontade de ser Secretárioda Fazenda, não por vaidade, ou por interesse. “É porque essa questão de números e investimentos me atrai. Não sou político, sou técnico”, disse. Adiante em suas colocações,Taveira assegurou que, atualmente, a Secretaria tem duas gavetas: uma para investimentos e, outra, para custeio. “A de investimentos tem recursos sobrando. A do custeio está vivendo no limite”, discorreu. Explicando, ele declarou que os recursos para investimentos, como fomento à agropecuária ao comércio e à indústria, são oriundos de parcerias com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e outros parceiros. “Mas, são verbas específicas e não podem migrar para outro setor da administração”, alertou.
Ao falar sobre a importância de se arrecadar mais, sem reajustar tributos, o Secretário José Taveira traçou um comparativo ao afirmar que no Governo Fernando Henrique Cardoso existiam 17 ministérios. “Hoje são 40. Isto significa mais gastos com a máquina administrativa e não é uma medida acertada”, alegou.
José Taveira abordou, ainda, a vigência do programa Recuperar, uma espécie de Refis do Governo do Estado que vem alcançado resultados altamente satisfatórios. “Tínhamos uma previsão inicial de arrecadar R$ 270 milhões, com R$ 160 milhões nos acertos à vista, mais R$ 100 milhões nos acertos parcelados. Mas, para a nossa agradável surpresa, até agora, já obtivemos mais de R$ 290 milhões só nas operações à vista. Como o programa vai até o dia 22 de dezembro, esperamos arrecadar muito mais”, alegou. José Taveira disse da importância de se quitarem os débitos com os descontos que o Governo do Estado oferece. “É uma oportunidade singular e muitos empresários entenderam isso e estão colocando sua vida fiscal e tributária rigorosamente em dia”, falou.

Autor(a): Nilton Pereira

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