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Governo “quebra jejum” de obras em Anápolis

Infraestrutura Comentários 10 de outubro de 2009

O Governador anunciou a liberação de R$ 25 milhões para obras no Município, contemplando a duplicação de parte da Avenida Pedro Ludovico e a recuperação da malha asfáltica no Daia


Ainda no primeiro semestre de 2010, a Avenida Pedro Ludovico deverá estar duplicada no trecho entre a Vila São Joaquim e a conexão com a BR 060, região do Posto Presidente. Serão mais 3,5 mil metros. O Governo do Estadual e a Prefeitura de Anápolis assinaram um convênio para a realização da obra, no valor de R$ 20 milhões, sendo que o Tesouro Municipal entrará com a contrapartida de R$ 2 milhões (10% do valor total estimado), além dos projetos. Além da duplicação, serão executados os serviços de captação de águas pluviais e a iluminação ao longo de todo o trecho.
O anúncio da liberação de recursos foi feito pelo Governador Alcides Rodrigues Filho (PP), no último dia 7, em concorrida solenidade no Gabinete Municipal. Acompanhado por vários integrantes de sua equipe, dentre eles os secretários Luiz Medeiros Pinto (Indústria e Comércio), Oton Nascimento (Planejamento) e Sérgio Caiado (Infra-estrutura), o Governador assinou, também, a ordem de serviço para a recuperação de toda cobertura asfáltica da via principal que corta o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), o valo da obra é de R$ 5,3 milhões. Parte do serviço já foi, inclusive, realizada.
O prefeito Antônio Gomide comemorou o repasse, destacando que em relação à Avenida Pedro Ludovico, as conversações com o Governo Estadual já vinham acontecendo e para garantir maior rapidez, foram elaborados os projetos do asfaltamento, do sistema de drenagem e de iluminação. Além disso - informou - será providenciada a licitação para que as obras possam ser ativadas já no começo do ano que vem, com prazo de duração de, aproximadamente, oito meses. “Isso é uma vitória. Não é uma vitória do prefeito, do governador. É uma vitória de todos nós e da sociedade”, destacou, acrescentando que Anápolis está passando por um momento bom e de harmonia política. “Nós estamos de braços abertos para todos aqueles que querem ajudar Anápolis, trazendo recursos, obras e benefícios. Não estamos aqui só fazendo projetos e nem estamos pensando em eleições. Independentemente de partido. Quem quiser que venha somar conosco neste momento”, conclamou o Prefeito.
O mesmo tom foi dado pelo deputado federal Rubens Otoni (PT), que aproveitou a ocasião para “cutucar” adversários políticos. “Esse é um momento vitorioso dessa parceria entre o governo de Alcides Rodrigues e a cidade de Anápolis. Quem aqui já viu, num primeiro ano de Administração Municipal, um governador anunciar R$ 20 milhões para infra-estrutura?”, indagou. Continuando, Rubens Otoni declarou que “às vezes é fácil criticar, mas é difícil viabilizar. E muitos tiveram a oportunidade de fazer o que estamos fazendo hoje e não fizeram”, alfinetou. Para os “analistas de plantão”, teria sido um recado, nas entrelinhas, ao senador Marconi Perillo, que deve ser candidato pelo PSDB à sucessão de Alcides Rodrigues.


Estudantes da UEG e policiais fazem manifestação
A presença do Governador anunciando a liberação de recursos para obras, acontece num período em que Alcides e integrantes de sua equipe vêm sofrendo alguns desgastes. Por um lado, em razão da greve da Polícia Civil e as manifestações de estudantes da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Por outro, devido a cobranças do segmento empresarial, buscando mais agilidade na consolidação de projetos considerados estratégicos não apenas para a economia local, mas a do Estado. É o caso, por exemplo, da Plataforma Logística Multimodal, o Aeroporto de Cargas, o entreposto da Zona Franca de Manaus e o Centro de Convenções.
Os estudantes da UEG e um grupo pequeno de policiais civis, inclusive, fizeram uma manifestação no hall do Centro Administrativo, enquanto Alcides Rodrigues assinava com o prefeito Antônio Gomide e as demais autoridades, os convênios para a liberação de verbas. Na saída da comitiva, os estudantes cercaram o carro onde estava o Governador, gritando palavras de ordem e fazendo xingamentos. Em seguida, os manifestantes bloquearam o trânsito na Avenida Brasil Sul, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar, que até aquele momento acompanhava apenas de longe o desenrolar dos fatos. O protesto, entretanto, terminou sem que houvesse registro de maiores incidentes. Os estudantes estão reivindicando melhorias nos cursos mantidos pela instituição e a realização de concurso para a contratação de professores.

Alcides fala sobre os assuntos
O governador Alcides Rodrigues Filho reservou quase todo o seu discurso, aproveitando a representatividade da platéia composta de diversas lideranças empresariais e políticas, para expor os posicionamentos de seu governo em episódios que estariam sendo colocados como focos de desgastes. Ou seja: as greves na Polícia Civil e as manifestações na UEG, e os problemas envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg), classificados pelo chefe do Executivo Goiano como o último dos grandes gargalos envolvendo a Administração Estadual.
Em relação à Universidade Estadual de Goiás (UEG), Alcides Rodrigues afirmou que ao assumir o Governo, a instituição contabilizava 600 títulos protestados em cartório e dívidas no montante de R$ 20 milhões. “Hoje não tem um único título protestado, não tem nenhuma dívida, inclusive, contamos com disponibilidade de recursos no Fundo de Reserva da UEG”, pontuou, reconhecendo, entretanto, que a instituição enfrenta problemas estruturais “que não são pequenos”, reconheceu, explicando que a equipe está tentando buscar soluções para estes problemas. “A UEG hoje é a segunda maior universidade pública do País. Sabemos que tem problemas, porém as soluções não dependem apenas de vontade, mas também de recursos”, afiançou Alcides Rodrigues.
Outros problemas
Sobre a greve da Polícia Civil, o governador destacou que a categoria hoje, em comparação a outras unidades da Federação, é uma das mais bem remuneradas do Brasil, perdendo, apenas, para o Distrito Federal. Alcides Rodrigues salientou que foi proposto um aumento de 7% para colocar fim ao movimento, mas a proposta não foi aceita. Entretanto, disse que os canais de diálogo com a Polícia Civil permanecem abertos, para que haja um entendimento e a sociedade não seja mais prejudicada.
O problema envolvendo a Celg, conforme ressaltou Alcides Rodrigues, é o que mais desafia o Governo. Com uma dívida de R$ 6 bilhões, hoje, a empresa tem um patrimônio que não ultrapassaria, segundo disse, uma média de R$ 300 milhões. “Se o Governo Federal quisesse fazer uma intervenção na Celg, através da Aneel e da Eletrobrás, teria motivos de sobra para isso”, enfatizou, acrescentando que isso se deve a compromissos passados que não teriam sido honrados. “Em nosso governo, todos os compromissos financeiros da Celg estão sendo honrados”, frisou o Governador, lembrando que apenas herdou os problemas. “Não criamos esta situação em que a Celg se encontra. Em nosso governo, pelo contrário, fizemos investimentos de 440 milhões que poderiam ter sido direcionados para os municípios. A Celg é o último gargalo que temos a resolver. O outro era o déficit de R$ 100 milhões por mês que conseguimos superar”, lembrou.

Contorno Viário do Daia

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Ubiratan da Silva Lopes, em nome da entidade e do Fórum Empresarial, entregou ao Governador Alcides Rodrigues Filho, um projeto para a construção do Contorno Viário do Distrito Agroindustrial. Segundo ele, é uma proposta viável e que vai melhorar as condições de tráfego no Daia, hoje bastante intenso, principalmente de caminhões e ônibus.
De acordo com Ubiratan Lopes, a idéia apresentada é de se construir uma pista de rolamento da saída da montadora CAOA/Hyundai, passando pelo fundo do Aeroporto JK até o trevo de saída para Brasília. Com isso, observou, seria possível o deslocamento de boa parte do tráfego que se concentra na via principal do Distrito e no trevo da BR-060, onde é grande o número de acidentes, muitos deles de natureza grave.
O Governador Alcides Rodrigues - que esteve em Anápolis na manhã de quarta-feira, 7, e anunciou a liberação de recursos visando a realização de obras no município - recebeu o projeto e, de imediato, solicitou ao secretário de Infra-estrutura, Sérgio Caiado, para fazer os estudos de viabilidade técnica e financeira da proposta.
Presenças
A reunião contou com a presença de várias lideranças empresariais, dentre elas o presidente do Núcleo da Fieg, capitão Waldyr O’ Dwyer; o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Deocleciano Moreira Alves; o Presidente do Conselho Consultivo da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Gilson Amaral Brito e os presidentes de Sindicatos Patronais Wilson de Oliveira (Indústrias de Alimentação), Álvaro Otávio Dantas Maia (Indústrias da Construção e do Mobiliário) e Robson Peixoto (Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico).
Recentemente, o Fórum Empresarial de Anápolis encaminhou ao Governador Alcides Rodrigues, um ofício solicitando maior celeridade em projetos estratégicos importantes para a economia de Goiás, que estão situados em Anápolis, dentre os quais: a viabilização da Plataforma Logística Multimodal, do Aeroporto de Cargas, do entreposto da Zona Franca de Manaus e o Centro de Convenções.
Durante a visita, Alcides Rodrigues ressaltou que tão logo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) libere a realização da licitação do aeroporto, a mesma será feita e a obra iniciada a seguir. Com relação ao entreposto da Zona Franca de Manaus, o secretário estadual de Planejamento, Oton Nascimento - que acompanhou a comitiva - disse que da parte de Goiás não há nenhum entrave e que a viabilização depende tão somente de acertos finais do Governo do Amazonas. O secretário disse, em relação à Plataforma Logística, a mesma está relacionada a outros investimentos. Ou seja, o próprio aeroporto de cargas e a ferrovia Norte-Sul, além do entreposto da Zona Franca.

Autor(a): Claudius Brito

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