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Governo discute processo de federalização em Brasília

Geral Comentários 14 de agosto de 2014

Pauta incluiu análise de problemas que estão dificultando as negociações para a transferência de ações para a Telebrás


O Governo de Goiás tratou na última quarta-feira,13, em audiência com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, do processo de federalização da Celg. Foram discutidos assuntos que estão dificultando a negociação para a transferência de 51% das ações da Celg para a Eletrobrás, conforme acordo firmado no ano passado. No dia anterior, após a visita da presidente Dilma Rousseff a Anápolis, onde falou à imprensa sobre o assunto e mostrou mais uma vez boa vontade para resolvê-lo, o Governo de Goiás entrou em contato com o ministro Lobão, para marcar o encontro e encaminhar a solução definitiva da federalização da Celg. O encontro ocorreu no início da tarde, na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.
A reunião teve por objetivo a retomada das discussões sobre os pontos que ainda impedem a federalização definitiva da Celg. O governo estadual deixou para avaliação da equipe técnica da Eletrobrás quatro itens, que considera indispensáveis para que o acordo seja selado. Segundo o presidente da Celg-Par, Fernando Navarrete, que participou da audiência, o Estado quer um compromisso maior da Eletrobrás com a prorrogação da concessão. “A Eletrobrás pleiteia hoje a cláusula em que, se a prorrogação não acontecer, ela sairia do negócio. Isso para nós não se justifica”, comentou o dirigente da estatal. A Celg quer ainda uma garantia de que a operação de crédito de R$ 1,9 bilhão garanta também recursos para novos investimentos na empresa.
Em várias discussões, a Eletrobrás reafirmou sua posição favorável a que os recursos decorrentes da operação de crédito sejam revertidos para os cofres dela, a título de pagamento dos créditos que ela possui. “Não achamos isso correto”, limitou-se a comentar Navarrete. Outro ponto defendido pelo Governo do Estado está relacionado à qualidade dos serviços. “Precisamos de uma garantia de que essa qualidade esteja dentro dos padrões exigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo governo. Defendemos como imprescindível essa cláusula de resultado”, salientou.
A última cláusula refere-se à partilha dos lucros da empresa. O Governo de Goiás entende que, com a prorrogação, haverá um grande ganho econômico e financeiro. “Se a prorrogação acontecer, e todos nós contamos com isso, queremos que a Eletrobrás não fique com todo esse ganho sozinha. Esperamos que se reconheça que se trata de um esforço conjunto, e por ser conjunto, se discuta a divisão desses recursos”, acrescentou.
Na próxima segunda-feira, dia 18, haverá uma reunião do conselho da Celg-Par para discussão da promessa de compra e venda. “Nossa expectativa é que até lá tenhamos uma questão concreta para colocarmos em votação”, finalizou Navarrete.

Autor(a): Da Redação

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