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Gomide diz que amizade com Marconi não está abalada

Política Comentários 07 de fevereiro de 2014

A afirmação foi uma resposta a ataque do presidente do PSDB em Goiás, Paulo de Jesus, que acusou o pré-candidato do PT de ter “duas caras”


Pré-candidato ao Governo de Goiás pelo Partido dos Trabalhadores, o Prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, rebateu na última quinta-feira, 06, as críticas feitas pelo presidente regional do PSDB, Paulo de Jesus, que o chamou de “oportunista e incoerente, de duas caras”, se referindo ao relacionamento que mantém com o Governador Marconi Perillo.
Em entrevista à imprensa, durante entrega da ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil “Maria Capuzzo Cremonez”, Gomide ressaltou que o fato de estar pré-candidato em nada afetará a sua amizade com Marconi. “Sou amigo do Governador e nós temos maturidade para separar o nosso trabalho como gestores da política”, disse, acrescentando que é fato de conhecimento de todos que, politicamente, ambos estão em posições diferentes no campo político.
“Ele (Marconi) não apoia a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência. Eu apoio. Nós estamos, portanto, de lados diferentes, com posições diferentes. Mas, isso não quer dizer que não podemos ter um bom diálogo, uma boa convivência. Até porque, as parcerias que mantemos, as nossas ações, são um retrato das nossas gestões e daquilo que fazemos em prol de Anápolis e do Estado”, afirmou o chefe do Executivo Anapolino.
Antônio Gomide assinalou que está entrando na disputa, credenciado pelo trabalho que há cinco anos desenvolve à frente da Prefeitura de Anápolis e por acreditar que pode ser um nome que venha a agregar as oposições em Goiás. Ainda sobre os ataques, o petista disse que encara a situação com tranquilidade e aponta que os mesmos estão ocorrendo, em razão de a sua pré-candidatura estar incomodando os adversários.
Sobre os encontros regionais do PT, Gomide fez um balanço positivo e destacou que continua buscando o apoio de um maior número possível de lideranças: prefeitos, vereadores, presidentes de diretórios do próprio PT e de outros partidos da base aliada. A estratégia é fazer com que a pré-candidatura ganhe musculatura e, com isso, convencer o PMDB e os outros partidos que fazem parte da base de sustentação da Presidente Dilma Rousseff, para encabeçar a chapa da oposição. Até o final de março, o PT realiza uma série de 13 encontros regionais e, a partir daí, estará selado o futuro da pré-candidatura de Gomide, se vai ou não adiante.

Autor(a): Claudius Brito

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