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Goiás terá maior aporte de recursos para o setor agropecuário em 2018

Economia Comentários 19 de janeiro de 2018

Em 2017, o Estado foi o maior tomador de financeiamentos do Fundo Centro-Oeste, que fechou ano com números recordes


O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) destinou em 2017 mais de R$ 7,7 bilhões para investimentos em atividades produtivas que estão aquecendo a economia e gerando emprego e renda na região. O resultado, recorde na história do FCO, é 79% maior em relação a 2016, quando foram aplicados R$ 4,3 bilhões. Os dados ainda são preliminares e não contabilizam a última semana de dezembro.
A iniciativa, administrada pelo Ministério da Integração Nacional, facilita o acesso ao crédito para empreendedores, desde o pequeno agricultor familiar a grandes empresas. São linhas de financiamento para setores diversos e condições bastante diferenciadas em relação ao mercado, inclusive com taxas de juros mais baixas a partir deste mês de janeiro. Mais R$ 9,6 bilhões estão disponíveis para investimentos em 2018.
A região se destaca, tradicionalmente, pelo volume de investimentos no agronegócio. Em 2017, foram mais de R$ 6 bilhões em recursos do FCO para quase 37 mil operações de crédito no setor rural, com destaque para o estado de Goiás, que liderou as movimentações e valores contratados nesta área - R$ 2,3 bilhões e mais de 17 mil financiamentos. Em seguida veio o Mato Grosso, com cerca de R$ 2 bilhões disponibilizados e mais de 11 mil operações para atividades rurais.
Para este ano, o valor programado de R$ 9,6 bilhões do FCO está dividido da seguinte forma: R$ 2,7 bilhões para Goiás e o mesmo valor para o Mato Grosso; R$ 2,2 bilhões para o Mato Grosso do Sul e R$ 1,8 bilhão para o Distrito Federal. Pela primeira vez, os recursos também vão estimular a educação: serão destinados R$ 190 milhões do Fundo para apoiar os estudos de alunos do ensino superior em 2018. Leia mais.
No ano passado, um novo pacote de regras foi aprovado para impulsionar o acesso ao crédito e estimular atividades produtivas no Centro-Oeste. Por meio do FCO, o valor limite de financiamentos para operações de custeio e capital de giro, usado para aquisições de estoque e despesas operacionais, foi elevado em 50%, apoiando setores como o industrial, agroindustrial, mineral, turístico, comercial e de serviços, dentre outros. E uma medida beneficiou especialmente o setor pecuário, ao dobrar o limite de crédito usado para a aquisição de bovinos.
Os interessados devem procurar o Banco do Brasil, operador do crédito na região. Os financiamentos do FCO, embora atendam também a grandes projetos, priorizam empreendedores de médio e pequeno porte. Possibilitam empréstimos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração - aluguel, folha de pagamento, despesas com água, energia e telefone. Administrados pelo Ministério da Integração, os fundos constitucionais atendem também as regiões Norte (FNO) e Nordeste (FNE). Os recursos disponíveis a cada ano correspondem a 3% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Do total, são destinados 1,8% ao FNE, 0,6% ao FNO e mais 0,6% ao FCO. Além disso, o orçamento também é composto do retorno das aplicações de cada Fundo, do resultado da remuneração dos valores momentaneamente não utilizados e da disponibilidade de exercícios anteriores.

Autor(a): Da Redação

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