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Goiás ocupa a terceira posição no ranking nacional em transplante de córneas

Saúde Comentários 18 de agosto de 2017

Somente no ano passado, foram realizados 778 transplantes, colocando o Estado em destaque nesta área


Em Goiás, são realizados transplantes de córneas, rins, coração e medula óssea, sendo que o de córneas é o mais comum. Somente ano passado, 778 transplantes deste tipo foram concretizados no Estado. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Goiás ocupa, atualmente, o terceiro lugar no ranking nacional de transplantes do tecido. O gerente da Central de Transplante de Goiás, Fernando Castro, explica que este tipo de transplante apresenta números mais altos, pois, além de ter mais equipes que fazem o procedimento no estado, as córneas, podem ser captadas até seis horas depois de o coração ter parado. Já os órgãos, só podem ser captados em casos em que há apenas morte encefálica e não cardíaca, além de que o período entre a captação e o transplante é menor. No caso do coração, por exemplo, ele deve ser transplantado em, no máximo, quatro horas.
O Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) é uma das unidades hospitalares que coopera para que Goiás tenha um bom desempenho nesse tipo de transplante. Em 2015, a unidade criou uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), formada por psicólogos, enfermeiros, médicos e assistentes sociais, com o intuito de captar córneas, por meio da Fundação Banco de Olhos (Fubog) e do Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof). Desde então, 24 córneas foram captadas. No primeiro ano, foram 10 – cinco doadores, ou seja, um par de cada pessoa – e, durante todo o ano de 2016, houve somente uma captação. Já em 2017, em apenas seis meses, já foram seis captações, totalizando doze córneas. Um aumento de 600%, se comparado ao mesmo período do ano passado.
A falta de informação, barreiras culturais, mitos e medos fazem com que parte da população brasileira ainda resista à doação de órgãos. No Brasil, desde 2001, para ser doador não é preciso atestar por escrito em documentos oficiais, apenas expressar em vida a vontade de doar. Todas as pessoas acima de dois anos e com menos de 80 são doadores em potencial, com algumas exceções. Porém, a doação de órgãos só acontece, de fato, depois que a família autorizar. Assim, quando uma pessoa morre, a decisão passa para as mãos da família. Mas, muitas vezes, o sentimento de perda faz com que o assunto seja ignorado.

Autor(a): Da Redação

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