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Goiás em alta no comércio exterior

Economia Comentários 20 de novembro de 2015

Debate na ACIA registra boas perspectivas para o Estado


A participação da economia goiana no contexto internacional foi tema de palestra e debate na Reunião Ordinária de Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Anápolis na noite de quarta-feira, 18, presidida pelo primeiro vice-presidente Cecílio Daher e que contou com a participação de um grande número de dirigentes, convidados e lideranças classistas em geral. O palestrante da noite foi o Superintendente Executivo de Negócios Internacionais do Governo do Estado, William (Bill) O’Dwyer que traçou um perfil otimista em comparação com outros estados da Federação e à própria União.


 Segundo o Superintendente, nos últimos 20 anos Goiás deu maior ênfase aos negócios internacionais, com destaque para o projeto do Governador Marconi Perillo que “aposta muito nas relações comerciais com o exterior”. Ele disse que Goiás é um dos estados mais mencionados pelos grandes grupos internacionais dispostos a abrirem novas frentes de negócios pelo mundo. “Nos últimos 21 meses tivemos altas seguidas na balança comercial”, destacou. Como exemplo, Bill O’Dwyer disse que em outubro último, houve um crescimento de 17 por cento em relação a setembro, que já havia sido superior a agosto.


O Superintendente exibiu um vídeo institucional, multilíngüe, onde são mostradas as potencialidades da economia de Goiás, com destaque para a produção primária e uma forte ascensão industrial, principalmente nos setores da indústria farmacêutica e do agronegócio. De acordo com ele, até 2030 o eixo Goiânia/Anápolis/Brasília vai ser o segundo mais importante economicamente falando, no Brasil. “Só ficaremos atrás do eixo Belo Horizonte/Rio de Janeiro/São Paulo”, disse confiante.


 


Sistemática


Bill O’Dwyer destacou a proposta logística ofertada por Goiás e, muito especialmente, por Anápolis para a evolução dos negócios internacionais, com destaque para o Porto Seco Centro Oeste e o projeto da Plataforma Multimodal. Disse que assim que o Aeroporto Internacional de Cargas entrar em operação, Goiás dará um salto sem precedentes nas negociações com outros continentes. Ele declarou que o Governo Estadual nas missões que faz ao exterior, procura conhecer detalhes de projetos que dão bons resultados para adaptá-los no território goiano. “Na Alemanha, vários empresários se mostraram interessados em investir em Goiás, principalmente no ramo ferroviário”, disse.


Sobre a economia do Estado, Bill O’Dwyer, assegurou que Goiás tem boas perspectivas de crescimento. “Estamos em primeiro lugar na avaliação do IDEB; somos o segundo maior produtor de etanol do Brasil; o segundo em produção de ouro, o segundo em produção de medicamentos genéricos e o segundo em produção de nióbio, um mineral dos mais requisitados em todo o mundo”. Além disso, o Superintendente mencionou a produção rural, com destaque para o milho que superou a comercialização de soja e, hoje, é o principal produto agrícola de exportação do Estado. De acordo com Bill O’Dwyer, Goiás é o principal produtor de atomatados; o terceiro em produção de milho e de algodão, além de ter o terceiro maior rebanho bovino do País, estimado em mais de 22 milhões de reses. “Para se ter uma idéia, Goiás tem mais gado bovino do que toda a Austrália, que é um dos principais países exportadores de carnes do mundo”, justificou.


Na parte final de suas explanações, Bill O’Dwyer apresentou o PEIEX (Projeto de Extensão Industrial Exportadora) que tem por objetivo abrir novas frentes de empreendedorismo voltadas para o comércio internacional. Falou, ainda, sobre a importância da parceria com o Fórum Empresarial, formado por instituições como FIEG; FAEG; FECOMERCIO; ACIEG; FACIEG, ACIA e ADIAL, que tem dado suporte às ações do Governo Estadual. De acordo com o Superintendente, as exportações por Goiás representam quatro por cento de total nacional. Hoje, o Estado tem, em média, 900 produtos para serem exportados, indo, desde pequenos aquários com peixes ornamentais, até automóveis, medicamentos e outros produtos da chamada indústria de ponta.

Autor(a): Nilton Pereira

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