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Goiás registrou mais de 160 mil casos no ano de 2013

Saúde Comentários 10 de janeiro de 2014

Aumento em relação a 2012 foi de 401,03%. Em Anápolis, no ano passado, não houve registro oficial de óbitos, mas 07 casos são ainda investigados


O número de casos notificados de dengue em Goiás, teve um incremento de 401,03% em 2013 em relação a 2012, segundo consta do Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) referente às semanas de 01 a 52 (30/12/2012 a 28/12/2013). No ano passado, foram notificados no Estado 160.090 casos de dengue, contra 31.952 no ano anterior. O número de óbitos aumentou de 52 para 65 no período, com um incremento de 25%.
Do total de 65 óbitos registrados em 2013, 37 foram de dengue com complicações e 28 por febre hemorrágica. De acordo com o relatório, não houve registro de óbito em Anápolis. NO registro oficial da SES-GO, consta que, no Município, só houve um caso de dengue pelo sorotipo 4. Goiânia foi a cidade com o maior número de óbitos provocado por dengue, num total de 16. Também foi a localidade onde se registrou maior incidência do sorotipo 4, com 168 notificações, de um total de 275 registradas em 33 municípios. O relatório também aponta que há 50 óbitos em investigação, desse total, 08 e Goiânia, 07 em Anápolis e 05 em Aparecida de Goiânia.
Os 10 municípios com maior número de casos de dengue em 2013, foram: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Itumbiara, Rio Verde, Valparaíso de Goiás, Mineiros, Trindade, Jataí e Águas Lindas de Goiás. Já os municípios com maior coeficiente de dengue (número de casos por 100.000 habitantes), foram: Vila Boa, Água Fria de Goiás, Amaralina, Valparaíso de Goiás, Piranhas, Cavalcante, Bela Vista de Goiás, Pires do Rio, Iporá e Professor Jamil.
Na série histórica, de 2000 a 2013, este ano bateu recorde em número de notificações. Até então, o maior registro era de 2010, quando foram registrados 115.079 casos de dengue em Goiás. Naquele mesmo ano, ocorreu o maior número de óbitos:93, marca ainda imbatível na série estatística.
A pesquisa também apontou os tipos de depósitos predominantes do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença e também da febre amarela. De acordo com os dados da SES-GO, a maior predominância (41,93%) ocorreu nos chamados depósitos ao nível do solo, ou seja, dentro de tonéis, barris, tambores; 26,88% em vasos e frascos de água, bebedouro, pingadeira e assemelhados; 18,27% em lixo, sucatas, ferro velho e entulhos;e 9% em calhas, ralos, sanitários em desuso, piscinas, floreiras em cemitérios, tanques em obras.

Autor(a): Claudius Brito

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