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Goiás quer prevenir surto de Febre Amarela

Saúde Comentários 23 de maro de 2012

Considerada uma doença cíclica, a Febre Amarela reaparece em períodos de cinco a 7 anos, o que faz de 2012 um ano possível para o reaparecimento da doença


Atentos à sazonalidade das doenças cíclicas, a Secretaria da Saúde promoveu, recentemente, o Seminário Estadual de Ações de Controle da Febre Amarela, no Augusto´s Hotel, no Centro de Goiânia. Em seu último surto no Estado, nos anos de 2007 a 2009, foram detectados 24 casos da doença, com evolução para morte de 16 deles. Um índice de letalidade de 66,66%.
Conforme explica a coordenadora de Zoonoses da Superintendência de Vigilância em Saúde, Daniella Carpaneda Machado, a febre amarela é uma doença febril infecciosa aguda, que pode evoluir para hemorragia, com a piora do quadro. O ciclo de ocorrência é de 5 a 7 anos, o que coloca 2012 para possível reaparecimento da doença. “Este evento visa subsidiar profissionais da saúde sobre os cuidados necessários para a prevenção e controle da doença. Para isso, conseguimos reunir profissionais das regionais de Saúde, de municípios que apresentam maior risco e que oferecem apoio e controle de endemias”, alega Daniella.
A vacina é permanentemente oferecida pela rede pública de saúde em Goiás, considerado uma área endêmica da doença. Em casos de suspeita ou mesmo detecção do vírus em primatas não humanos (macacos) a vigilância epidemiológica atua de forma preventiva, garantindo a cobertura vacinal in loco da população local, esclarece Daniella. O prazo de cobertura da vacina é de dez anos.
A febre amarela é uma doença sem cura, apenas se trata os sintomas. Ela apresenta como sintomas iniciais febre alta, dores no corpo e vômito, nos três primeiros dias. Passado esse prazo, há uma remissão do quadro, podendo evoluir para hemorragias, icterícias e insuficiência hepático renal.
Desde 1942 não há registros no Brasil da febre amarela do tipo urbano, quando o hospedeiro principal é o ser humano. O último surto em Goiás foi do tipo silvestre, que tem no macaco o hospedeiro principal para depois ocorrer a infecção humana, por meio do vetor Aedes Albopictus. “Temos que impedir que esse ciclo urbano se instale novamente, fazer o controle vetorial e a imunização para que não vivenciemos novo surto”, declara.

O que é a Febre Amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (que ocorre entre primatas não humanos, onde o vírus é transmitido por mosquitos silvestres) e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942).

Como se transmite?
A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado. O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença. A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus. Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor do dengue), principal transmissor da febre amarela urbana.


Quais os sintomas?
Dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).


Como tratar?
Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sangüíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.

Como se prevenir?
A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade e é válida por 10 anos. Deve ser aplicada 10 dias antes de viagens para as áreas de risco de transmissão da doença. O Aedes aegypti prolifera-se nas proximidades de habitações, em recipientes que acumulam água limpa e parada. Para evitar a proliferação do mosquito devem ser adotadas medidas simples como colocar areia nos pratinhos de plantas, cobrir recipientes que acumulam água - lixeiras, pneus, caixas d'água, tonéis - retirar água de lajes; desentupir calhas, guardar garrafas de vidros ou pet, baldes e vasos vazios e de boca para baixo.

Autor(a): Da Redação

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