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Goiás quer aumentar número de transplantes

Saúde Comentários 09 de setembro de 2011

Secretaria estadual da Saúde e a Central de Notificação, Distribuição e Captação de Órgãos do Estado vão desencadear ações para conscientizar população sobre a questão


Em 27 de setembro, comemora-se o Dia Internacional de Doação de Órgãos e Tecidos. A data foi escolhida por ser a mesma em que é celebrado o dia de São Cosme e São Damião, os santos médicos gêmeos, considerados padroeiros da medicina e dos transplantes. Em Goiás, a Central de Notificação, Distribuição e Captação de Órgãos do Estado (CNCDO/GO) irá realizar diversas atividades com o objetivo de sensibilizar e conscientizar a sociedade e os profissionais de saúde sobre o tema e também de aumentar o número de doações no Estado.
Os técnicos da Central de Transplantes vão ministrar palestras, distribuir material informativo, tirar dúvidas e fazer orientações em escolas, universidades, igrejas, terminais, rodoviária, entre outros locais. Ainda dentro da programação, nos dias 15 e 16, médicos, enfermeiros, psicológos, assistentes sociais, participam de um curso sobre doação de órgãos que será ministrado por profissionais do Hospital Albert Eisnten.
Para o coordenador geral da Central de Transplantes, Luciano Leão, as ações pretendem orientar as pessoas sobre vários pontos da doação, como aspectos legais e como ser um doador. A campanha tem como um dos focos principais orientar crianças e adolescentes para que eles conheçam o assunto e possam também conscientizar outras pessoas. "Nosso objetivo, com este trabalho intenso e pioneiro de divulgação, é mostrar que a doação de órgãos é um gesto de amor, caridade e uma esperança de vida para outras pessoas. Esperamos colher os frutos a longo prazo", diz o coordenador.
De acordo com o balanço do 1º semestre deste ano, foram realizados 368 transplantes, o que sinaliza um provável aumento de cirurgias desta natureza em 2011, já que em 2010 foram 530 durante todo o ano. O transplante de córnea aparece no topo da lista, com 289 casos, seguidos pelos pelo de rins (59) e medula óssea (20).

Perguntas e respostas sobre transplante de órgãos

O que é?
O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor), por outro órgão ou tecido normal de um doador vivo ou morto.

Como é a Lei de Transplantes?
A legislação em vigor determina que a família será a responsável pela decisão final, não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade.
-Doador Vivo: A pessoa maior de idade e capaz juridicamente pode doar órgãos a seus familiares. No caso de doador vivo não aparentado é exigida autorização judicial prévia.
- Sistema Nacional de Transplante: Criado para dar maior controle e organização às atividades: o transplante de órgãos/tecidos só pode ser realizado pelos estabelecimentos de saúde previamente autorizados pelo Gestor Nacional do Ministério da Saúde.

- Cadastros Técnicos: Foi instituída a Lista Única de Receptores, com vários cadastros separados por órgãos, tipos sangüíneos e outras especificações. Estes apresentam uma ordem seguida com total rigor e controlada pela Secretaria de Saúde.


Quais órgãos/tecidos podem ser obtidos de um doador vivo?
Um dos rins, parte do fígado, parte da medula e parte dos pulmões.

Quem pode doar em vida?
O médico deverá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças prévias. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso.

Quais os órgãos/tecidos que podem ser obtidos de um doador não vivo?
Órgãos: rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino.
Tecidos: córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias.

Quem recebe os órgãos/tecidos doados?
Após efetivada a doação, a Central de Transplantes do Estado é comunicada e através do seu registro de lista de espera seleciona seus receptores mais compatíveis.

Quem é o potencial doador não vivo?
São pacientes assistidos em UTI com quadro de morte encefálica, ou seja, morte das células do Sistema Nervoso Central, que determina a interrupção da irrigação sangüínea ao cérebro, é incompatível com a vida, irreversível e definitivo.


Após a doação o corpo fica deformado?
Não, de modo algum. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra realizada com todos os cuidados de reconstituição, o que também é obrigatório por lei.
(Fonte: Biblioteca VirtualMinistério da Saúde)

Autor(a): Da Redação

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