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Goiás pode se tornar Zona Livre de Aftosa

Saúde Comentários 01 de novembro de 2012

A segunda etapa de vacinação, que vai até o final deste mês, será um passo importante para a medida, que dará mais competitividade à carne goiana


Até 30 de novembro, bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade devem obrigatoriamente receber a vacina contra a febre aftosa. É a segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, lançada oficialmente na última quarta-feira,31, pelo governador Marconi Perillo (foto); pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima; pelo presidente da Agrodefesa, Antenor Nogueira e pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner, na Fazenda Retiro, município de Palmeiras de Goiás. Nesta etapa, cerca de 10 milhões de cabeças de gado em todo o Estado devem receber a vacina.
Na presença de produtores rurais, o governador (foto) lembrou que, no ano 2000, Goiás recebeu certificado de Zona Livre de Aftosa com Vacinação, concedido pela Oficina Internacional de Epizootias (OIE), ligada à Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com ele, o principal resultado dessa certificação foi o grande aumento do volume de exportação da carne. “O certificado significou uma grande vitória para nós. Com o passar dos anos, o principal resultado é que nossas exportações explodiram. Em 1999, exportávamos U$ 328 milhões. Em 2012, vamos chegar perto dos U$ 8 bilhões.”
Agora, passados 12 anos, Goiás caminha para conquistar o certificado de Zona Livre de Aftosa sem Vacinação. “O nosso próximo passo, a nossa próxima conquista, é o novo certificado, que vai demonstrar a maturidade do produtor goiano. Nosso produtor reconheceu que a sanidade animal é importante, assim como a qualidade da carne. Ao longo desses anos, nós tivemos um processo de amadurecimento incrível do produtor, que foi responsável pelo que acontece agora. Nós conseguimos não ter nenhum registro de caso de aftosa em Goiás. Com isso, também conseguimos que a nossa carne fosse levada aos mercados asiáticos, europeus e americano. Com o certificado de Zona Livre de Aftosa sem Vacinação, nossas exportações vão aumentar ainda mais e a carne brasileira, que tem uma qualidade excepcional, vai ser inserida cada vez mais forte no mercado internacional ”, afirmou.
O secretário da Agricultura (foto) enfatizou que o rebanho de gado de Goiás é de altíssima qualidade e que o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado em conjunto com os produtores rurais e com os técnicos da Agrodefesa é extremamente importante para que o Estado conquiste o novo certificado. Goiás ocupa atualmente as primeiras posições no ranking nacional. É o quarto maior rebanho bovino, o terceiro maior produtor de leite e também ocupa o terceiro lugar como exportador de carne entre os Estados.
Com o novo certificado, de acordo com Antônio Flávio, o produto exportado terá mais valor agregado. “Em muito pouco tempo, vamos alcançar o status de Estado livre da aftosa sem vacinação. Isso vai nos dar condições muito favoráveis para exportar carne para mercados que agregam mais valor ao nosso produto. Seguramente, vamos conseguir agregar renda para o produtor e para a economia goiana.”
Durante a solenidade, foi lançado o Sistema de Cadastro online da Agrodefesa, que possibilitará ao produtor rural enviar a Declaração de Vacinação pela internet, agilizando a transmissão dos dados. O sistema é opcional. O criador, caso prefira, também poderá entregar o comprovante de vacinação impresso na Unidade Operacional Local (UOL) da Agrodefesa onde está localizada sua propriedade.

Vacinação
A primeira etapa da campanha deste ano, que imunizou todas as faixas etárias, alcançou cobertura vacinal de 99,63%. A expectativa da Agrodefesa é que, durante a segunda fase, o índice alcance 100%. Em ambos os casos, a entrega da declaração de vacinação do rebanho deverá ser feita até cinco dias após a imunização do rebanho. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares do Estado de Goiás, Deise Lucide Correia Neves, quem não vacinar o gado pagará multa de R$ 7 por cabeça. Para quem não entregar a declaração dentro do prazo, a multa a ser paga é de R$ 60. Em caso de reincidência, o valor dobra em ambas as situações. Mesmo que na propriedade não sejam criados animais de até dois anos de idade, o proprietário é obrigado a fazer a entrega da declaração de vacinação do rebanho.

Autor(a): Da Redação

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