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Goiás investe em cultivo de tecido vegetal

Economia Comentários 03 de abril de 2014

Laboratório poderá produzir mudas livres de doenças e pragas


O primeiro Laboratório de Cultivo de Tecido Vegetal pertencente ao Estado, inaugurado recentemente, vai trabalhar na multiplicação de mudas de plantas nativas do Cerrado e tem como principal finalidade manter a biodiversidade deste bioma. De acordo com a pesquisadora da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Maurísia de Fátima Carneiro, além de produzir mudas livres de doenças e pragas, o laboratório também irá facilitar a multiplicação de plantas frutíferas nativas do Cerrado e que são de difícil reprodução, como o pequi e a mangaba. Nele também serão multiplicadas plantas como banana-maçã, morango e abacaxi com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.
Segundo a pesquisadora, o laboratório irá beneficiar ainda a multiplicação de algumas plantas ornamentais que, por necessitarem de pouca água em seu cultivo, poderiam ser utilizadas no paisagismo da capital, resultando em considerável economia de água e de dinheiro para Goiânia, como as bromélias, por exemplo. O laboratório ainda vai beneficiar a ampliação das hortas de plantas medicinais em pequenas propriedades.

Fruticultura
De acordo com Maurísia, a produção goiana de frutas deverá ser incrementada por meio do trabalho que será desenvolvido nesse novo laboratório, através da produção de mudas de qualidade e que serão com baixo custo. “Goiás possui, por exemplo, condições climáticas excelentes para o cultivo do abacaxi, embora nem sempre existam mudas disponíveis para esse plantio. Já a produção de banana-maçã é, frequentemente, atacada por uma praga conhecida como Mal do Panamá; em um laboratório como esse, de cultivo de tecido vegetal, essas plantas seriam multiplicadas em larga escala e com mudas saudáveis”, diz ela.
De acordo com a pesquisadora, uma muda da banana que hoje é adquirida por um pequeno produtor por aproximadamente R$ 2,50, se produzida pelo laboratório, sairá por R$ 0,80. “É um ajuda muito grande para o pequeno produtor,” garante Maurísia.
Os equipamentos do laboratório custaram R$ 400 mil aos cofres Tesouro Estadual e o laboratório passa a funcionar efetivamente a partir desta terça-feira, no Campo Experimental de Nativas do Cerrado, localizado no Centro de Treinamento (Centrer) da Emater, na Rodovia R 2, no Campus 2 da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.

Autor(a): Da Redação

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