(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Goiás investe em cultivo de tecido vegetal

Economia Comentários 03 de abril de 2014

Laboratório poderá produzir mudas livres de doenças e pragas


O primeiro Laboratório de Cultivo de Tecido Vegetal pertencente ao Estado, inaugurado recentemente, vai trabalhar na multiplicação de mudas de plantas nativas do Cerrado e tem como principal finalidade manter a biodiversidade deste bioma. De acordo com a pesquisadora da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Maurísia de Fátima Carneiro, além de produzir mudas livres de doenças e pragas, o laboratório também irá facilitar a multiplicação de plantas frutíferas nativas do Cerrado e que são de difícil reprodução, como o pequi e a mangaba. Nele também serão multiplicadas plantas como banana-maçã, morango e abacaxi com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.
Segundo a pesquisadora, o laboratório irá beneficiar ainda a multiplicação de algumas plantas ornamentais que, por necessitarem de pouca água em seu cultivo, poderiam ser utilizadas no paisagismo da capital, resultando em considerável economia de água e de dinheiro para Goiânia, como as bromélias, por exemplo. O laboratório ainda vai beneficiar a ampliação das hortas de plantas medicinais em pequenas propriedades.

Fruticultura
De acordo com Maurísia, a produção goiana de frutas deverá ser incrementada por meio do trabalho que será desenvolvido nesse novo laboratório, através da produção de mudas de qualidade e que serão com baixo custo. “Goiás possui, por exemplo, condições climáticas excelentes para o cultivo do abacaxi, embora nem sempre existam mudas disponíveis para esse plantio. Já a produção de banana-maçã é, frequentemente, atacada por uma praga conhecida como Mal do Panamá; em um laboratório como esse, de cultivo de tecido vegetal, essas plantas seriam multiplicadas em larga escala e com mudas saudáveis”, diz ela.
De acordo com a pesquisadora, uma muda da banana que hoje é adquirida por um pequeno produtor por aproximadamente R$ 2,50, se produzida pelo laboratório, sairá por R$ 0,80. “É um ajuda muito grande para o pequeno produtor,” garante Maurísia.
Os equipamentos do laboratório custaram R$ 400 mil aos cofres Tesouro Estadual e o laboratório passa a funcionar efetivamente a partir desta terça-feira, no Campo Experimental de Nativas do Cerrado, localizado no Centro de Treinamento (Centrer) da Emater, na Rodovia R 2, no Campus 2 da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Economia

Goiás terá maior aporte de recursos para o setor agropecuário em 2018

19/01/2018

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) destinou em 2017 mais de R$ 7,7 bilhões para investimentos em ...

Receita Federal arrecada mais de R$ 4 bi em 2017 no Município

19/01/2018

Depois de resultados negativos nos dois últimos anos, as arrecadações fazendária e previdenciária acumuladas na área de...

Exportações por Anápolis fecham 2017 com queda preocupante

12/01/2018

As exportações feitas por Anápolis fecharam o ano de 2017 com uma queda de 31,02% frente ao ano de 2016, conforme os dados...

Anápolis termina 2017 com bom estoque de empregos formais

29/12/2017

Apesar da grande diferença na comparação com o mês de outubro, Anápolis manteve o saldo positivo na geração de emprego...