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Goiás fecha semestre com recorde nas exportações e no saldo

Economia Comentários 04 de julho de 2014

Secretário Willian O´Dwyer afirmou que a a evolução da balança comercial goiana é um caminho sem volta


Com total de US$ 618,379 milhões, as exportações goianas alcançaram, em junho, o melhor resultado para o mês em toda a história. O valor representa um acréscimo de 9% em relação a junho do ano passado. Por outro lado, as importações de US$304,709 milhões apresentaram, no mesmo período, uma queda de 25,2%. Com isso, o saldo comercial apurado ficou positivo (superávit) em US$ 313 milhões, outro resultado histórico para o mês.

Secretário estadual de Indústria e Comércio, William O’Dwyer ressalta que a evolução da balança comercial goiana é um caminho sem volta. “O trabalho dinâmico desenvolvido pelo setor produtivo goiano já é considerado como referência para diversos estados brasileiros”. Segundo ele, o resultado é fruto de uma política agressiva de busca por novos mercados lançada pelo Governo de Goiás, que sempre apoiou os empresários goianos com capacidade de produzir mercadorias com qualidade e preços competitivos.

Com participação de 40,34% nas exportações, a soja liderou pelo quinto mês consecutivo a pauta de produtos goianos. Em seguida aparecem as carnes bovinas, de aves e suínas (24,17%), ferroligas (8,60%), sulfeto de cobre (8%); couros (6,43%), açúcar (4,04%), ouro (2,92%), amianto (1,15%), outros produtos de origem animal (1,14%), além de gelatina, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, preparações alimentícias, algodão, produtos químicos orgânicos e produtos farmacêuticos. A China foi o principal destino desses produtos, representando 27,91% do total exportado. Rússia, Países Baixos (Holanda), Índia, Estados Unidos, Hong Kong, Itália, Espanha, França e Japão, pela ordem, completam a lista dos principais mercados para as mercadorias goianas.

Importações
Os produtos farmacêuticos encabeçaram a lista dos principais produtos importados por Goiás. Esse grupo foi responsável por 32,65% das compras goianas no mercado externo, com destaque também para os veículos e suas partes; adubos ou fertilizantes; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, produtos químicos orgânicos, instrumentos e aparelhos de óptica e fotografia; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes; plásticos e suas obras; sal, enxofre, terras e pedras, e borrachas e suas obras.

Os países de origem das importações goianas foram o Japão, Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Sul, Tailândia, China, Suíça, Rússia, Índia e Canadá.

Semestre
As exportações goianas registraram, de janeiro a junho, crescimento de 4,6% na comparação com o ano passado. No período, o Estado vendeu US$ 3,664 bilhões e importou US$ 2,140 bilhões, proporcionando superávit de US$ 1,524 bilhão para a corrente de comércio internacional de Goiás. No mesmo período, as exportações brasileiras caíram 3,4%.

O secretário lembra que as exportações goianas continuam aumentando a participação nas vendas brasileiras ao mercado externo. De acordo com ele, no primeiro semestre do ano passado, Goiás participava com 3%, saltando agora para 3,31%. “O mais importante é que estamos crescendo em escala consistente e gradual nos últimos anos”, afirma.

No ranking das exportações do semestre, a soja continua como o produto goiano mais vendido. Na sequência, vêm o complexo das carnes, ferroligas, sulfeto de cobre, couro, ouro, açúcar, amianto, outros produtos de origem animal e preparações alimentícias. Na relação de compradores dos produtos goianos, destacaram-se a China, Holanda, Hong Kong, Rússia, Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Espanha e Irã.

Superávit
O saldo comercial foi o grande destaque do semestre na balança comercial goiana. O superávit conquistado de US$ 1,5 bilhão demonstra uma alta de 66,5% ante 2013. Segundo O’Dwyer, o superávit é ainda mais representativo se comparado com o resultado da balança brasileira que apresentou déficit comercial de US$ 2,49 bilhões. “É motivo de muito orgulho para Goiás contribuir de forma tão efetiva nas relações comerciais brasileiras”, conclui.

Autor(a): Da Redação

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