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Goiás está há 18 anos sem registro de febre aftosa

Geral Comentários 09 de agosto de 2013

Agrodefesa destaca que o Estado está a caminho de receber o status de zona livre sem vacinação


Na quarta-feira, 7, completou 18 anos o registro do último foco de febre aftosa em território goiano. O caso foi no município de Santa Bárbara de Goiás. De lá para cá, um plano de contingência foi traçado para mudar essa realidade. Medidas de prevenção, controle e ações emergenciais foram colocadas em prática para que a doença não mais atingisse os rebanhos. Uma das principais estratégias para a erradicação da doença foram as campanhas de vacinação realizadas todos os anos, nos meses de maio e novembro.
De acordo com o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Antenor Nogueira, de 1995 até 2013, os índices vacinais subiram e têm se mantido acima dos 97%. “Nos últimos anos, Goiás tem se destacado entre os estados com maior índice de vacinação no País”, destaca o presidente. Esse desempenho agregou valor ao rebanho bovino, incrementou a abertura e instalação de grandes indústrias frigoríficas e possibilitou as exportações.
Além das campanhas de vacinação, são praticadas ações de vigilância ativa e passiva por meio dos fiscais estaduais agropecuários. A vigilância ativa consiste na fiscalização e extensão das propriedades rurais para verificação de animais com sintomatologia da doença. São feitos inquéritos soroepidemiológicos da eficiência da vacina, com coleta de amostras de sangue e análise laboratorial para assegurar que não existe atividade viral no Estado. Há ainda a vigilância passiva, que trata do atendimento às notificações num prazo de 12 horas, em casos de suspeita de qualquer síndrome vesicular. A vigilância nas fronteiras e divisas, e a fiscalização volantes do trânsito de animais são feitas constantemente.
Destaca-se, nesse contexto positivo, a cooperação do produtor rural, que está cada vez mais consciente. “Houve um esforço significativo do pecuarista que participa ativamente das campanhas e respeita as exigências da legislação”, garante. Todas essas estratégias foram necessárias porque o agronegócio move a economia regional, e a pecuária de corte e de leite tem papel preponderante nesse cenário. A febre aftosa é uma doença viral considerada muito grave. Acomete animais biungulados (cascos fendidos), como bovinos, ovinos, caprinos e os suínos e se dissemina rapidamente provocando queda na produtividade e até a morte do animal.
Goiás está a caminho do status de zona livre sem vacinação. Por enquanto, o Estado mantém o título de zona livre com vacinação, mas almeja a mudança para até 2015. No ano passado, com apoio do Governo de Goiás, o pecuarista foi liberado de vacinar o gado com idade acima de 24 meses na segunda etapa da campanha de imunização do rebanho, em novembro. Houve investimentos ainda em infraestrutura favorecendo a atuação eficaz dos servidores da Agência.
“Juntos, governo e produtor podem mudar o cenário econômico e conquistar importantes mercados como os dos Estados Unidos, Canadá, México e outros”, afirma Antônio Flávio Camilo de Lima, secretário da Agricultura e Abastecimento (Seagro).
Anualmente, Goiás recebe missões técnicas internacionais que verificam as condições do rebanho e dos frigoríficos, e que não deixa de ser um reconhecimento à qualidade da nossa pecuária. No primeiro semestre de 2013 missões americana, mexicana, australiana e União Aduaneira (Rússia, Bielorussia e Casaquistão) foram recebidas pela Agrodefesa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A alteração do status sanitário permitirá ampliar a participação da carne e do produto de origem animal no mercado externo. “O Brasil participa de 60% do mercado internacional de exportação de carne, por isso a Agrodefesa concentra esforços para essa conquista a fim de participar dos outros 40% porque temos potencial para essa meta”, reforça. Para Antenor Nogueira é possível atender esse mercado externo exigente tanto em qualidade quanto em quantidade.

O zelo com as boas práticas de sanidade na pecuária não pode ser ignorado, afinal mesmo que a febre aftosa esteja há décadas desaparecida em alguns países, o risco da doença existe e representa uma ameaça. A Agrodefesa, por meio da coordenação do Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares (PEEV), e as 18 Regionais, além do trabalho incessante de parceria com o produtor rural, não para de atuar. “Goiás caminha a passos largos para a liberação da vacinação”, completa Antenor Nogueira.
A febre aftosa foi detectada na Itália em 1514. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 1895, no Triângulo Mineiro. Como prevenção, o Ministério da Agricultura promove ações desde 1934, quando foi publicado o regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal. Mas as instruções específicas para o seu controle, que incluía a vacinação, foram definidas em 1950 e as campanhas organizadas tiveram início em 1965. O último foco no Brasil foi detectado em 2006, no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Autor(a): Da Redação

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