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Goiás caminha para recorde no comércio internacional

Economia Comentários 06 de novembro de 2014

Saldo da balança comercial de Goiás, de janeiro a outubro deste ano, já superou o resultado obtido no ano passado


O saldo da balança comercial de Goiás no acumulado deste ano já ultrapassou o resultado de 2013 em US$ 110 milhões e a tendência é de que 2014 tenha um crescimento de cerca de 10%. De janeiro a outubro, a diferença entre exportações e importações ficou em US$ 2,3 bilhões. No ano passado, este indicador fechou em US$ 2,2 bilhões. O cenário positivo de 2014 ficou evidente em outubro, quando as compras das carnes pelos russos puxaram um saldo superavitário de US$ 180 milhões.
No último mês, as exportações fecharam em US$ 568 milhões e as importações em US$ 388 milhões. Isso significa que mais dinheiro de fora foi injetado na economia local. As vendas das empresas goianas para outros países cresceram 9,65%, na comparação com setembro, e 1,97% em relação a outubro de 2013. O cenário é diferente do registrado no País, na comparação outubro 2014/2013, quando as exportações brasileiras recuaram 19,6% e as importações, 4,19%. O resultado do Brasil foi o pior em 16 anos.
“A tendência é de que o saldo da balança comercial nacional encerre o ano com déficit. Mas em Goiás o cenário é diferente. Já vislumbramos um recorde histórico de nossa balança. Estamos trabalhando para isso”, afirma o secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer. O principal produto exportado por Goiás em outubro, a exemplo dos últimos meses, foi a carne. As partes de bovinos, aves e suínos representaram 29,5% de tudo o que foi vendido para fora. A Rússia se posicionou como o principal comprador de carnes e o segundo maior parceiro do Estado no mês. A situação é fruto de acordos feitos por Goiás junto à embaixada do país.
A surpresa foi o milho. O grão apareceu na segunda colocação, representando 17,76% do total vendido por Goiás. O’Dwyer explica que fatores ligados ao cenário interno e externo puxaram a alta. “Tivemos uma alta produtividade que, somada à desvalorização do real, contribuiu para que a venda de milho para países asiáticos fosse ampliada”, explica. O produto representou 17,76% do total exportado. A soja, por sua vez, ficou na terceira colocação (14,55%), seguida do açúcar (14,55%) e ferroligas (7,98%).
O Estado foi responsável por 3,16% das vendas do País. Este foi o melhor índice de participação na balança comercial do País para o período. O secretário comentou que, se não fosse pelo desempenho de Goiás, o déficit comercial de US$ 1,871 bilhão apresentado pela balança comercial brasileira poderia ter maior: “Reafirmamos que Goiás tem sido muito importante no contexto econômico do País. Caminhos para expandir essa participação, com a venda de produtos de maior valor agregado”, disse.
Já as importações do mês passado mantiveram o perfil de investimentos realizados pela indústria local. Os veículos automóveis, tratores e suas partes lideraram a lista de produtos importados por Goiás, com 29,34% do total. Produtos farmacêuticos (23,33%); caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (10,45%). “Tivemos uma alta nas importações, muito por conta do câmbio. O importante de dizer é que as compras feitas pelas empresas goianas continuaram sendo de investimentos na geração de empregos e no avanço da produção”, comenta o secretário. (Com informações da SIC/GO)

Autor(a): Da Redação

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