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Goiás alcançou movimento recorde em negócios internacionais em 2011

Economia Comentários 20 de janeiro de 2012

As exportações goianas fecharam o ano de 2011 em US$ 5,605 bilhões, representando um crescimento de 38,5% em relação a 2010


De acordo com o Secretário Estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, o valor é o maior já registrado na história da balança comercial goiana, superando o recorde anterior de 2008, quando as vendas atingiram US$ 4,091 bilhões. As importações também registraram recorde ao atingir a cifra de US$ 5,728 bilhões, 37,19% a mais que as compras do ano anterior. Com isso, a corrente de comércio (soma das exportações com as importações) totalizou US$ 11,333 bilhões, significativo aumento de 37,87% ante 2010.
Baldy diz que o excelente desempenho da balança comercial goiana deve-se à qualidade das mercadorias e às parcerias entre o Governo de Goiás e as entidades representativas do segmento empresarial. Numa comparação com a pauta nacional de exportações, as goianas cresceram acima da média. As vendas brasileiras aumentaram 27% se confrontada com o ano passado, ao passo que as vendas, pro Goiás, para o mercado externo, evoluíram 38%. Com isso, a participação do Estado nas exportações brasileiras passou de 2% para 2,2% em 2012.
O Secretário diz, ainda, que a diversificação de produtos e países têm sido fundamental para que Goiás continue expandindo seus negócios com o mundo. Em 2011, foram exportados, pelo Estado, mais de 800 produtos diferentes para 157 países. A realidade é bem diferente de 2000 quando se exportavam 363 produtos para cerca de 75 países.

Produtos
Os principais produtos exportados pelo mercado goiano foram, pela ordem, complexo soja (grãos, bagaços, óleos etc.) que representou 32,2% das vendas; carnes (bovinas, suínas, aves e outras) 20,9%; sulfeto de cobre (12,6%); açúcar 6,1%); milho (5,4%); ferroligas (4,6%); couro (3,6%; energia elétrica (2,9%); algodão (1,6%); amianto (1,4%), além de produtos químicos orgânicos, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, produtos farmacêuticos e confecções.
Conforme os dados da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio, pelo quarto ano consecutivo a China segue como o principal destino das mercadorias goianas com 19,8% das exportações, seguida por Holanda (Países Baixos) 10,3%; Índia (8,3%); Espanha (5,5%); Rússia (4,2%); Irã (4,0%); Reino Unido (3,8%); Argentina (3,5%), Alemanha (3,0%) e Hong Kong (3,0%).
Na liderança da pauta de importações estão: veículos automóveis, tratores e suas partes; produtos farmacêuticos; máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; adubos e fertilizantes; químicos orgânicos; máquinas, aparelhos e material elétricos; instrumentos e aparelhos de óptica, foto, precisão, médicos. Os países de origem dessas mercadorias foram Coréia do Sul; Estados Unidos; Japão; Tailândia; Alemanha; Suíça; China; Rússia, Canadá e Belarus.
O crescimento das importações reforça a potencialidade e a solidez da economia goiana. A maioria dos produtos importados chega para ser adicionada ao setor produtivo. São adubos, fertilizantes e químicos orgânicos usados pelas indústrias do setor, assim como, produtos para a indústria farmacêutica, além de máquinas e automóveis que chegam para serem desembaraçados no Porto Seco de Anápolis”, conclui.

Correlata
Município bateu o recorde nas exportações em 2011
Anápolis liderou o ranking goiano em termos aquisições de produtos variados no mercado internacional. O crescimento de 26% em relação a 2010
A ampliação do parque industrial, principalmente dos setores automotivo e farmacêutico, deu a Anápolis um status diferenciado em relação ao comércio exterior. No ano passado, o Município alcançou recordes excepcionais na aquisição e na venda de produtos para os quatro cantos do mudo. Anápolis comprou da China; Índia; Coréia do Sul, Estados Unidos e vários países da Europa. Da mesma forma, principalmente via Porto Seco, forma enviados, ao exterior, bens, principalmente, commodities para o Oriente Médio, Europa, Ásia e América do Norte.
De acordo com dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados na segunda-feira, 16, o Município foi o que mais importou entre todos os goianos. Isto, segundo avaliação do mercado deste setor, coloca Anápolis como primeiro classificado no ranking de maiores importadores e o 5º maior exportador. Os dez maiores municípios em termos de importação em Goiás em 2011 foram: 1º Anápolis; 2º Catalão; 3º Goiânia; 4º Aparecida de Goiânia; 5º Rio Verde; 6º Itumbiara; 7º Jataí; 8º Nerópolis, 9º Alto Horizonte e, 10º, Palmeiras de Goiás. Anápolis destacou-se em 2011 com um crescimento de 26% nas importações em relação ao ano de 2010 e atingiu o valor de mais de US$ 3 bilhões.

Evolução
Ao comentar este registro, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho, explicou que o crescimento se deveu, em parte, à expansão da indústria, especialmente os setores de medicamentos e automóveis. Para Mozart, outro setor que contribui com esta expansão foi o de logística. Ele acrescentou que o Município experimenta uma extraordinária fase econômica. “Estes números são os reflexos da boa administração feita no município”, afirma.
Mozart Soares Filho declarou, ainda, que os investimentos em infraestrutura realizados pelo poderes públicos municipal, estadual e federal, também foram essenciais para o desenvolvimento. O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico avalia que o Município conseguiu crescer e, ao mesmo tempo, atender às necessidades da população. Ele destaca os investimentos na implantação de redes para a captação e tratamento de esgoto; moradia; asfalto, postos de saúde e escolas. São, segundo o Secretário, “ações que oferecem melhorias e mais qualidade de vida a população”, afirma.
Ainda, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os dados apresentados mostram outro ponto positivo na economia do município: Anápolis aparece, também, na 5ª colocação como maior exportador de produtos em 2011. A primeira posição foi ocupada pelo município de Alto Horizonte, seguido por: 2º Luziânia; 3º Itumbiara; 4º Rio Verde; 5º Anápolis; 6º Mozarlândia; 7º Palmeiras de Goiás; 8º Quirinópolis, 9º Goiânia e 10º Catalão. Na comparação com 2010, Anápolis apresentou um crescimento de mais de 300%.

Autor(a): Nilton Pereira

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