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Ginásio só para eventos esportivos

Cidade Comentários 12 de agosto de 2016

Projeto que pretendia abrir o Ginásio “Newton de Faria” para eventos religiosos, shows, dentre outros, foi barrado em votação cercada de muita polêmica


Há alguns anos atrás, uma empresa privada realizou no Ginásio Internacional “Newton de Faria”, em Anápolis, um show de rodeio in door. O local tinha, naquela época, pouco tempo de uso. Era (e ainda é) considerado um dos melhores ginásios poliesportivos do Estado de Goiás. Aquele rodeio deixou marcas: não só em relação à depredação que ali ocorreu, pela própria natureza do evento, mas, também, quanto à discussão sobre o uso de instalações como esta para outras finalidades, que não a prática de esportes.
Em 2008, como desdobramento do que ocorreu no rodeio, entrou em vigor uma lei, nº 3.320, estabelecendo que o uso do Ginásio Internacional “atenderá ao interesse público, ficando vedada a realização de eventos estranhos à prática de atividades desportivas em suas dependências”. É o que consta no artigo 1º da referida lei. No parágrafo único da mesma, há uma ressalva: “Sem ofender a vedação expressa no caput, poderão ser desenvolvidas, na estrutura do referido imóvel, atividades administrativas relacionadas ao desporto, cultura e lazer”. A lei ainda autoriza o Município a ceder ou locar a praça esportiva, para as atividades permitidas.
A lei não sepultou a polêmica e, volta e meia, este assunto é motivo de debate no Município. Não foi diferente agora, recentemente, com o projeto apresentado na Câmara Municipal pelo Vereador Sargento Pereira, que pretendia, por meio legal, liberar o uso dos ginásios anapolinos para a realização de eventos religiosos, shows, dentre outros. A matéria tramitou quase que silenciosamente pelas comissões técnicas, tendo recebido votos para que mantivesse seu trâmite e chegou à plenário, onde foi a matéria recebeu aprovação em primeiro turno de votação.
Ocorre que o Prefeito João Gomes foi alertado sobre a proposta e teria orientado, então, que a mesma não fosse adiante. A partir daí, o debate na Casa foi instalado e, a maioria que votou a favor no primeiro turno, reviu posições. Resultado: o projeto foi rejeitado, tendo apenas um voto favorável, o do próprio autor. O Vereador Sargento Pereira criticou esta mudança repentina de posicionamentos e o fato de os seus pares e o próprio Executivo não terem entendido o propósito do projeto.
A proposta do vereador era alterar a Lei n° 3.320, dando ao seu artigo 1º, a seguinte redação: “O uso do bem público do Ginásio Internacional Newton de Faria atenderá ao interesse público para a realização em suas dependências de prática de atividades esportivas, eventos culturais, religiosos e lazer”. E, ainda, inserir o artigo 2º, proibindo a utilização das dependências do ginásio em eventos que utilizem direta ou indiretamente animais de qualquer raça, domésticos ou não. E mais um parágrafo único no artigo terceiro, prevendo que o responsável pela realização de eventos, no caso de cessão ou locação a obrigatoriedade de devolver as instalações da forma como pegou. Ou seja, se houvesse algum dano, teria o responsável pelo evento de fazer a devida reparação.
Na discussão que antecedeu a votação, a Vereadora Dinamélia Rabelo (PT) destacou que a quadra do Ginásio Internacional é um bem utilizado pelos atletas, e que eles serão prejudicados pelo uso indevido do local.
O Vereador Frei Valdair de Jesus (PSB) ponderou que refletiu sobre seu voto na última sessão, a favor do projeto, pois não havia tomado conhecimento sobre características do piso da quadra, implantado exclusivamente para as práticas esportivas.
A Vereadora Mirian Garcia (PSDB), por sua vez, destacou que o Ginásio de Esportes seria totalmente prejudicado com outros tipos de eventos, e sugeriu que os vereadores devem cobrar pela entrega do Centro de Convenções, para acomodação de grandes acontecimentos. Obra que, aliás, pertence ao Governo Estadual.
Sargento Pereira Júnior (PSL), autor do projeto debatido na sessão ordinária, lamentou pelas discussões contrárias ao projeto de sua iniciativa. O parlamentar argumentou que cidades como Goiânia, Brasília e muitas outras recebem eventos de grandes magnitudes em seus ginásios de esportes, e que o documento poderia beneficiar todas as religiões. Pereira destacou a importância da aprovação do projeto para o município, e pediu o voto dos colegas. Mas, acabou sozinho e derrotado em sua proposta.

Autor(a): Claudius Brito

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