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Gestão privada da Área Azul “é uma possibilidade”

Trânsito Comentários 13 de fevereiro de 2015

Um estudo para averiguar a viabilidade da exploração privada dos estacionamentos municipais está em andamento. O chamado ‘georreferenciamento’ feito será usado, também, para verificar a necessidade da instalação de parquímetros no centro da Cidade.


Informações da Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) de Anápolis, repassadas pelo diretor-geral do órgão, Alex de Araújo Martins, indicam que a gestão dos estacionamentos centrais, na chamada Área Azul, poderá ser privatizada. “É uma possibilidade”, afirmou Alex. Está em andamento um estudo de georreferenciamento (processo que sistematiza dados geográficos) para indicar se esta medida é viável ou não.
Ele informou que, quando estiver finalizado, “o estudo vai mostrar a viabilidade de se mudar o sistema e passar para uma empresa (privada)”. A expectativa é de que este levantamento esteja pronto ainda no primeiro semestre. “Estamos aguardando a empresa entregar o estudo”, disse. Um dos objetivos do levantamento e, consequentemente, ocasionais mudanças no sistema de gestão dos estacionamentos será “garantir a democratização do sistema em regiões de grande concentração”.
Existe, ainda, a possibilidade da instalação de parquímetros na área central, para o controle eletrônico dos veículos que estacionam na região. O georreferenciamento em execução permitirá saber se esta medida “oferece condição viável”. O diretor do CMTT entende que “isso (instalar os parquímetros) é realmente o caminho”.
Ele foi questionado sobre a possibilidade de o contrato com a empresa responsável pela instalação de radares, lombadas e os chamados ‘furoes de semáforos’ eletrônicos ter expirado, assunto com destaque na Coluna Política desta edição do Jornal Contexto. Houve especulação durante a semana sobre a possibilidade de esta suposta expiração gerar o cancelamento ou a falta de registro de multa de motoristas. De acordo com Alex Martins, o contrato com a empresa Splice “está normal” e “está sendo trabalhado”.
O que ocorre, na verdade, é que o número de barreiras atingiu o “limite contratual” estabelecido com a empresa. “Não pode contratar mais (barreiras, furoes e lombadas)”, destacou. Ele ainda mencionou que “em outros locais (da cidade onde não existem), também teria que ter barreira (eletrônica)”. Para isso, seria necessário realizar um processo licitatório. E, ainda alertou que quem infringir as leis de trânsito “será multado”.

Reclamações
Leitores do Contexto entraram em contato com a redação para reclamarem que não estão encontrando locais onde comprar o chamado ‘cartão área azul’, o que os deixa sujeitos a penalidades, como multas emitidas pelos fiscais de trânsito quando se estaciona sem a exibição dos talões. Os tickets são vendidos de forma avulsa ou em blocos. Alex Araújo explicou que o CMTT é responsável pela confecção dos talonários, porém, quem faz a distribuição é a Secretaria de Desenvolvimento Social.
Procurado pelo Contexto, o Secretário de Desenvolvimento Social, Francisco Rosa (Chico Rosa) explicou que a alegação de que faltam talões é um “subterfúgio do usuário”, que, segundo indicou, muitas vezes reclama da falta dos cartões ao se sentir lesado quando lhe é aplicado uma multa pelos agentes. “Sempre o usuário tem uma versão (para não tomar multa por estacionar em local proibido)”, pontuou. Ele informou que, todos os dias, um funcionário da Secretaria passa em todos os pontos onde os talões de ‘área azul’ são vendidos para verificar se é preciso repô-los.
A reposição é feita de imediato, conforme acrescentou. Ele ainda afirmou ao Jornal Contexto que nesta sexta-feira pretende “dar uma girada” nos pontos para avaliar se existe alguma dificuldade na distribuição e/ou na compra por parte dos usuários dos talões de estacionamento do Centro.

PM e CMTT
Um assunto que ganhou destaque no ano passado e que gerou polêmica foi o possível fim do acionamento da Polícia Militar para o registro de ocorrências de trânsito. Esta passaria a ser uma atribuição exclusiva do CMTT. Sobre este tema, Alex Araújo foi enfático ao dizer se houve alguma novidade: “Não. Nenhuma”.

Autor(a): Felipe Homsi

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