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Geração de emprego com maior grau de instrução aumenta

Economia Comentários 28 de fevereiro de 2014

Empregos que exigem melhor formação cresceu em todas as faixas etárias, conforme estudo divulgado pelo Instituto Mauro Borges


O Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socieconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan) elaborou estudo que apresenta os principais resultados do comportamento do emprego formal e da remuneração média em Goiás entre os anos de 2010 e 2012, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.
O estudo abrange todos os vínculos de emprego formais (celetistas, estatutários, temporários e avulsos, entre outros), desagregados em nível setorial, geográfico, segundo gênero, grau de instrução e porte dos estabelecimentos. O objetivo é monitorar a evolução desses indicadores no Estado.
Os resultados da análise mostraram que o dinamismo que Goiás tem experimentado na produção de bens e serviços, nos últimos anos, tem proporcionado a elevação na geração do emprego e da renda. Em 2012, foram gerados 54.111 empregos, o que significa uma expansão de 3,91% em relação a 2011. Esse resultado, embora bastante favorável, assinalou uma perda de dinamismo em relação ao que foi observado no ano anterior. Por outro lado, ainda foi superior à taxa registrada na média brasileira (2,48%).
A Rais 2012 apontou o crescimento no nível de emprego em todos os setores econômicos, exceto na administração pública, que sofreu a perda de 15.361 empregos (-28,39%). Em relação às microrregiões goianas, os dados revelaram que houve expansão em 10 das 18 microrregiões e, em termos relativos, destacaram-se as microrregiões de Iporá (10,7%), Anápolis (7,92%) e Vale do Rio dos Bois (4,66%).

Grau de instrução
O estudo constatou ainda avanço na geração no tipo de emprego que requer maior grau de instrução e ainda, o crescimento generalizado do emprego em todas as faixas etárias. Entretanto, o grande destaque ficou para as faixas extremas (até 18 anos e acima de 65), fato que evidencia um momento diferenciado no mercado de trabalho.
Os principais dados sobre remuneração mostraram que houve aumento real de 4,68% no rendimento médio dos trabalhadores em Goiás em relação ao ano de 2011, resultado que foi superior à média nacional, e ainda, a tendência de diminuição da diferença de rendimento entre homens e mulheres.
A Rais, em razão da multiplicidade de informações de interesse social, possui enorme potencial como fonte de dados capazes de subsidiar os diagnósticos e fundamentar as políticas públicas de emprego e renda, possibilitando aos gestores delinearem, com maior precisão, ações que reduzam as disparidades sociais e regionais.



Anápolis tem saldo positivo na geração de empregos
O Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED), do Ministério do Trabalho, aponta Anápolis como destaque, em Goiás, na geração de empregos com carteira assinada em janeiro deste ano. O município registrou 345 novos postos de trabalho no mês de janeiro, um resultado muito melhor que o de dezembro de 2013, quando foi constatada uma redução na taxa de desemprego na cidade. Em 2012, o percentual era de 7,3 e o no último mês do ano passado esse número caiu para 4,7.
Foram admitidos, somente em janeiro deste novo ano, cerca de 4.332 trabalhadores. O setor que mais empregou foi o de serviços seguido pela indústria, construção civil e agronegócios. Parte do bom resultado se deve à política desenvolvida no município para qualificação de mão de obra. O programa Qualificar criado pela Prefeitura de Anápolis oferece diversos cursos nas diferentes áreas, observando sempre as necessidades da população e a demanda da sociedade.
O Qualificar visa não só a inserção no mercado de trabalho, mas a permanência promovendo sua constante qualificação profissional. Desde a sua criação, em 2009, mais de 20 mil pessoas foram qualificadas através de parcerias com escolas de educação profissional ou pela própria Prefeitura de Anápolis. A expectativa é profissionalizar ainda mais cidadãos.
Outro fator preponderante para os resultados na geração de emprego e renda são os investimentos em aparelhamento público. As iniciativas refletem na atração de mais empresas para Anápolis e mesmo na ampliação das já instaladas. O beneficio do crédito ao micro e pequeno empresário, política adotada pelo município, por meio do programa Anápolis aCredita, também influencia diretamente a geração de postos de emprego formal.

Autor(a): Da Redação

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