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Genéricos completam 15 anos e Anápolis é referência

Economia Comentários 23 de maio de 2014

Goiás hoje é o segundo maior produtor deste tipo de medicamento e a grande maioria das empresas estão instaladas em Anápolis


Ao completar 15 anos no Brasil, os medicamentos genéricos alcançaram 27,5% de participação de mercado e já representarem 85% dos produtos dispensados pelo Programa Farmácia Popular, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), entidade que congrega os principais laboratórios que atuam na produção e comercialização medicamentos genéricos no país
Estudo divulgado pela Pró Genéricos, avaliou a participação de mercado destes medicamentos por regiões e estados. Os dados foram extraídos de levantamento do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.
As regiões Norte e Centro-Oeste são as que apresentam a menor presença do medicamento no País: 18,48% e 23,31%, respectivamente. Na região Nordeste, a presença do genérico é de 24,08%. No Sul, fica um pouco abaixo da média nacional, com 28,09%. A região Sudeste é a única com presença acima da média: 29,72%.
Na região Norte, o estado de Roraima é o que apresenta a menor participação de mercado de genéricos. Trata-se, ainda, da menor participação da categoria de medicamentos em todo país, 10,46%. O estado da Amazônia vem na sequencia, com 14,33% de share, seguido do Acre, com 16,6%. É no Amapaá que os genéricos registram participação de mercado bem próxima à média nacional: 28,1%.
O Distrito Federal é a unidade federativa em que o genérico detém a menor participação de mercado na região Centro Oeste, 19,32%. Goiás, pro sua vez,onde fica o polo industrial farmacêutico de Anápolis, que concentra várias industrias especializadas em genéricos, concentra a maior participação de mercado: 26,96%.
No Nordeste, o Maranhão, um dos estados mais pobres do país, é o que o genérico registra menos participação de mercado: 17,92%. Os estados vizinhos, Paraíba e Pernambuco, registram as maiores participações, por sua vez: 29,15% e 28,92%, respectivamente. São os únicos estados da região em que os genéricos apresentam participação de mercado acima da média nacional.
Dos 3 estados da região Sul do país, apenas no Rio Grande do Sul os genéricos registram participação de mercado acima da média nacional: 33,66%. No Paraná e Santa Catarina, as participações de mercado ficaram em 25,61% e 25%.
O estado de Minas Gerais é, entre todos os estados brasileiros, o que os genéricos apresentam maior participação de mercado: 34,76%. Minas é seguida pelo Rio de Janeiro, 28,29% e Espirito Santo, 28%. Em São Paulo, o share dos genéricos é o menor da região: 27,86%.
“Esses números mostram que precisamos continuar lutando para aumentar o acesso dos genéricos às populações menos assistidas. Os genéricos hoje já cumprem um papel fundamental para o país, mas precisamos avançar ainda mais”, explica Telma Salles, presidente da PróGenéricos. Para a PróGenéricos, a baixa participação de mercado dos genéricos em algumas região significam um cenário bastante adverso, do ponto de vista da saúde pública. “Ou as pessoas não conseguem adquirir os medicamentos que necessitam ou estão se medicando de forma incorreta”, diz Salles.

Anápolis é o segundo polo produtor do País
A produção de genéricos, em Goiás, teve início pouco tempo após a vigência da Lei 9.787/99, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Anápolis, com a estrutura já existente do Distrito Agroindustrial, foi escolhida para sediar o polo farmacêutico, a partir de uma política de governo direcionada para esta finalidade. Um dos primeiros passos, foi a criação do Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica, que garantiu o suporte necessário às indústrias que estavam instaladas e para aquelas que estavam ou viriam a se instalar. Além disso, o Estado propiciou alguns incentivos para atrair investimentos. A receita deu certo.
Atualmente, Goiás é o segundo maior produtor de medicamentos genéricos do País, sendo que a maioria dos laboratórios- num total de 25- estão instalados em Anápolis, além Goiânia e Aparecida de Goiânia.
O presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (SINDIFARGO), Heribaldo Egídio estima que a indústria goiana, neste segmento, contribua com cerca de 25% da produção nacional destinada ao varejo. E, para este ano, apesar das adversidades econômicas, a previsão de crescimento do setor está na casa de 12%.
Os números da produção são expressivos: mais de 15 bilhões de compridos; mais de 192 milhões de frascos de medicamentos líquidos orais; mais de 559 milhões de ampolas para medicamentos injetáveis; mais de 65 milhões de bisnagas de alumínio contendo fórmulas de cremes e pomadas; mais de 105 milhões de bolsas plásticas contendo soros nas suas mais variadas apresentações e em torno de 140 milhões de outras apresentações de medicamentos.
Apesar desses números, ressalta Heribaldo Egídio, o setor poderia contribuir ainda mais com o crescimento da economia, mas ainda esbarra em alguns desafios, dentre os quais, o fato de o setor ser altamente regulado, o que demanda muitos investimentos das indústrias; a questão do chamado Custo Brasil, que envolve diversos aspectos como a elevada carga tributária, dos altos encargos sobre as folhas de pagamentos, os custos de escoamento da produção, entre outros. E, ainda, o problema da falta de mão-de-obra qualificada.
Para superar alguns desses desafios, o SINDIFARGO buscou recentemente apoio da Secretaria de Indústria e Comércio, com o objetivo de desenvolver ações para fortalecer a cadeia produtiva. A entidade também desenvolve parcerias para a realização de cursos de formação e especialização e capacitação de mão-de-obra e, inclusive, liderou a criação do Fórum Goiano de Inclusão no Mercado de Trabalho das Pessoas com Deficiência e dos Reabilitados pelo INSS- Fimtpoder, que desenvolve um trabalho de referência nesta área. (Com informações da Pro Genéricos e do SINDIFARGO)

Autor(a): Claudius Brito

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