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GENARC apreende volume recorde de maconha

Geral Comentários 12 de fevereiro de 2011

Trabalho de investigação que durou um mês, possibilitou a apreensão da maior quantidade de maconha de uma só vez em Anápolis. Três pessoas foram presas


Depois de um trabalho investigativo que durou, aproximadamente, um mês, agentes da delegacia de Combate ao Narcotráfico (GENARC) conseguiram apreender, na manhã desta quinta-feira, 10, uma partida de 41 quilos de maconha. A droga estava escondida na residência de Ana Paula Gonçalves dos Reis, Rua Alexandre Batista, na Vila Santa Maria de Nazareth. Ela já tem envolvimentos com o tráfico de drogas em Goiás e no Distrito Federal. Levantamentos iniciais apontam que a maconha seria de propriedade de Isaías Cavalcante Albuquerque, igualmente com passagens pela Polícia, acusado do mesmo delito. De acordo com o delegado Luiz Teixeira, titular da especializada, foi o maior volume de maconha apreendido de uma só vez desde que se criou o grupo especial de combate ao narcotráfico em Anápolis. A droga teria vindo de Ponta Porã, no Mato Grosso, possivelmente adquirida na região de Pedro Juan Caballero, no Paraguai e se destinaria a abastecer o “mercado” regional. Uma mulher de nome Virgínia, que os policiais alegam ser companheira de um traficante preso em Brasília seria, a princípio, sócia da droga. O Delegado não descarta a possibilidade do envolvimento de outras pessoas. Segundo ele, os 41 quilos de maconha renderiam, em média, R$ 41 mil se vendidos a consumidores.

Tráfico
A localização estratégica de Anápolis (entre as capitais Goiânia e Brasília) favorece o tráfico de drogas, tendo em vista a facilidade de comunicação e o poder aquisitivo da população. Muito embora o foco policial e a atenção da mídia estejam voltados, mais, para o consumo de crack, a maconha continua sendo uma droga com larga comercialização. Periodicamente as polícias Civil, Militar e Federal têm apreendido quantidades consideráveis de maconha e crack, muito embora os próprios policiais admitam que muita coisa ainda passa por Anápolis com destino a cidades maiores, onde, também, o consumo é bem superior ao que se observa por aqui.
A apreensão feita pelo GENARC é, apenas, o início do trabalho. Com os envolvidos presos vai se tornar mais fácil o trabalho investigativo sobre a origem e a destinação corretas desta partida, assim como a localização de outros supostos participantes do esquema criminoso. A acusada Ana Paula foi levada para Goiânia, tendo em vista não haver em Anápolis dependência própria para abrigá-la, uma vez que a ala feminina da Cadeia Pública foi interditada pela Justiça e a construção de outra ainda não se realizou. Isaías Cavalcante foi encaminhado para a Cadeia Pública. O delegado Luiz Teixeira disse que o trabalho vai continuar sem interrupção.

Autor(a): Da Redação

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