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“Gatos” em TV à cabo geram riscos e prejuízos

Geral Comentários 21 de janeiro de 2011

Operadora em Anápolis tem prejuízos de cerca de R$ 500 mil por mês, mas o principal prejudicado é a pessoas que adquire o serviço ao arrepio da legislação


A pirataria traz enormes prejuízos à sociedade e podem prejudicar duplamente as pessoas, por estarem adquirindo um produto à margem da lei e de qualidade, no mínimo, duvidosa. Sem contar que os “piratas” e “similares” não têm a devida garantia pelos motivos óbvios.
Em Anápolis, a Polícia Civil está empenhada em combater as ligações clandestinas de TV à cabo. O 3º Distrito Policial abriu um procedimento e já está fazendo o monitoramento de cerca de cinco mil domicílios na cidade, onde esta prática, considerada um crime pela lei brasileira, está acontecendo.
A NET, empresa que opera o serviço de TV à cabo no município, contabiliza prejuízos que podem passar de R$ 500 mil por mês (cerca de R$ 6 milhões por ano) com os “gatos”, segundo estimativa feita pelo gerente de operações da empresa, Luciano Alcântara. Segundo ele, em praticamente todos os bairros da cidade onde há cabeamento, há registro de ligações clandestinas.
O problema não é só a evasão de receitas para a empresa e os impostos que ela paga e são revertidos aos contribuintes em forma de benefícios para a saúde, educação, infraestrutura e outras área de atendimento público. Quem adquire o “pacote” da TV à cabo está praticando na verdade um crime e estimulando, por conseqüência, uma atividade também criminosa. Sem contar que não há nenhuma garantia técnica sobre o serviço. De acordo com o delegado titular do 3º DP, Glayson Reis, essa conduta está tipificada como furto e os indiciados podem ser tanto quem fez a instalação, quanto quem está recebendo o sinal irregularmente.
Em princípio, as equipes da operadora estão realizando os cortes nos pontos clandestinos. Mas, havendo reincidência a Polícia e o Judiciário podem ser acionados. Antes de realizar o corte, destaca Luciano Alcântara, o responsável pelo imóvel onde foi identificada a ligação clandestina é notificado por meio de correspondência. O delegado que investiga o caso já tem identificados pelo menos cinco elementos que estão fazendo os “gatos”.

Autor(a): Da Redação

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