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Garoto que sobreviveu à chacina deixa a UTI

Geral Comentários 15 de maro de 2013

Ainda com graves ferimentos, mas sem correr risco de morrer, criança entra para outro estágio de tratamento


Na última segunda-feira, 11, o menino Roger Lopes da Silva, de nove anos, deixou a Unidade de Terapia Intensiva Infantil do Hospital Evangélico de Anápolis. Ele foi o único sobrevivente de uma chacina, ocorrida no bairro Novo Paraíso, no dia 18 do mês passado. O irmão dele, Rogério Lopes dos Santos, de 19 anos, confessou à polícia ter matado a avó e dois irmãos mais novos a golpes de enxada.
Agora, depois de três cirurgias na cabeça e 20 dias internado na UTI, Roger, encontrado junto aos corpos dos familiares, em uma fossa na casa onde moravam, se recupera no quarto do hospital. No entanto, por ter dado entrada na unidade em estado gravíssimo e sofrer duas paradas cardíacas além de passar pelas três cirurgias, Roger ainda não responde a alguns estímulos, e precisa dar prosseguimento ao tratamento em Goiânia, no Centro de Reabilitação e Readaptação “Dr. Henrique Santillo”, o CRER. De acordo com a pediatra que acompanha o estado de saúde de Roger, Gina Tronconi, ele precisa do tratamento para reabilitação motora a fim de que volte às suas atividades habituais. “Ele precisa de todo um cuidado, para ver se consegue voltar a andar, ir à escola, jogar bola. Além da fonoaudiologia para recuperar a fala porque ele apresentou sequelas nesse sentido até o momento”, explica a pediatra. Após a realização da quarta cirurgia na cabeça, para a retirada de um líquido, Roger será encaminhado para o CRER.

O Crime
Na madrugada do dia 18 de fevereiro, no Bairro Novo Paraíso, Rogério Lopes dos Santos, de 19 anos, matou a enxadadas a avó Valdelina Pereira dos Santos, de 75 anos e dois irmãos (de parte de mãe): Rosana Lopes da Silva, 12 e Romário Lopes da Silva, 15 anos. Após cometer o crime, Rogério arrastou, uma a uma, as vítimas e jogou em uma fossa nos fundos da casa, onde os corpos foram encontrados pela polícia. Na manhã do mesmo dia, Rogério foi localizado, por meio de buscas do helicóptero da PM, em um matagal próximo ao local onde tudo aconteceu. Ao ser preso, Rogério confessou ter sido o autor dos assassinatos e alegou não se lembrar do momento em que o fato aconteceu, pois estava muito bêbado e drogado. O delegado regional de Anápolis, Álvaro Cássio, relatou que Rogério tem um histórico de agressão, inclusive aos próprios familiares, com várias passagens pela polícia. Desde então, Rogério está detido na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

Autor(a): Carol Evangelista

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