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Futuro da economia anapolina foi tema de debate entre lideranças

Política Comentários 12 de dezembro de 2014

Seminário promovido pela Rádio Manchester de Anápolis envolveu lideranças para discutir o crescimento econômico e industrial do município. Questões políticas, como a possibilidade da escolha de nomes anapolinos para secretarias estaduais, também foram debatidas


A Rádio Manchester 590 AM promoveu, nesta quinta-feira,11, na sede da emissora, o seminário: “O que Anápolis espera do Governo do Estado?”, com as presenças de lideranças locais e a participação de ouvintes. Uma mesa de discussão foi formada para debater, em primeiro lugar, qual secretaria ou órgão do Governo Estadual deveria ser ocupado por um anapolino. A maioria dos presentes afirmou que o melhor seria que Anápolis estivesse com um representante na Goiasindustrial, que é a empresa pública responsável em criar, e administrar todos os distritos industriais que pertencem ao Estado. Em seguida, foi discutido se o melhor caminho para o setor industrial seria a ampliação do DAIA ou a criação de um novo distrito Agroindustrial.
O debate foi movimentado e contou com a participação de lideranças políticas e classistas, dentre elas: o Prefeito João Gomes (PT); o presidente da Câmara Municipal, Luiz Lacerda (PT); o presidente da ACIA, Luiz Medeiros; o presidente da FIEG Regional Anápolis, Wilson de Oliveira; o superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares; o presidente da CDL, Reinaldo Del Fiaco; o presidente do Sindicato Rural, Jose Caixeta; representantes sindicais e ouvintes foram convidados para participar, sob a mediação do radialista Jairo Mendes.
O diretor da Rádio Manchester, Mário Alves, evidenciou que “Anápolis tem que estar sempre atualizada nas discussões dos projetos que envolvem o desenvolvimento econômico e social”. O objetivo do Seminário foi justamente este, ou seja, tratar da expansão do Daia ou a criação de um novo distrito para favorecer a expansão industrial e, ainda, as relações políticas e institucionais do Município junto ao Governo do Estado. “Sabemos que várias indústrias estão querendo vir para Anápolis e não estão podendo se colocar devido a não ter espaço”, observou. Ele identificou a importância de “ver qual é o melhor caminho para que a cidade de Anápolis não seja prejudicada”.
Mário Alves afirmou, em entrevista ao jornal Contexto, que a partir das discussões travadas no seminário, “será dado um norte sobre os caminhos a serem trilhados pelo Município, para garantir o seu desenvolvimento”, disse, referindo-se aos resultados previstos da iniciativa da Manchester.
Os cargos que Anápolis deverá pleitear ao Governo de Marconi Perillo também esteve na pauta dos debates. O diretor Mário indicou que, além dessas questões, “ainda tem muito que abordar” sobre o desenvolvimento de Anápolis, dando a entender que o seminário não esgota o debate sobre o desenvolvimento local.
“Vamos formular um documento e este documento será entregue ao governador do Estado para que ele possa, dentro das possibilidades, atender aquilo que nós estamos querendo”, continuou.

Queda na participação do ICMS preocupa

O prefeito João Gomes mostrou, durante a realização do seminário ‘O que Anápolis espera do Governo do Estado?’, preocupação com a arrecadação de ICMS no município e com o desenvolvimento industrial local, destacando a baixa instalação de indústrias nos últimos anos na cidade. Ele mostrou que, relativamente ao total arrecadado no Estado, o índice do ICMS de Anápolis passou de 7,83%, em 2012, para uma previsão de 6,62% até o final deste ano, o que deve provocar uma queda de aproximadamente R$ 40 milhões na arrecadação municipal.
Ele citou que Aparecida de Goiânia teve, em 2012, um índice de 3,18% e chegará a 4,85% neste ano e que “vem crescendo a cada ano”, “quase colando em Rio Verde”. Ele se mostrou “muito preocupado” com o quadro e informou que é preciso “correr atrás do prejuízo”. Conforme avaliou, a situação poderia estar pior para Anápolis, não fosse a competência da equipe responsável por este setor no município.
Ele pontuou que o caso de Aparecida de Goiânia revela a “importância do processo industrial, que é a vocação da cidade de Anápolis”. E observou que foram feitos naquela cidade investimento no setor industrial, o que explica o crescimento na arrecadação. “O que faz crescer isto? Quantas indústrias se instalaram em Anápolis nos últimos quatro anos? Quantas indústrias tiveram o seu parque industrial expandido?”, questionou, sobre a baixa instalação de indústrias na cidade neste período.
“É uma matemática que nos preocupa. Por isso é que nós lançamos a ideia do Daia II”, declarou, fazendo referência à ideia de criação do novo distrito, que, conforme informou, surgiu em reunião realizada entre ele e o governador Marconi Perillo (PSDB). O chefe do Executivo pontuou que a criação do novo Distrito “passa, seguramente, pela Goiasindustrial”. “É fundamental”, emendou, dando a entender que seria importante ter alguém de Anápolis à frente da empresa, contribuindo para trazer indústrias ao município.
O prefeito João Gomes destacou que, mesmo nas épocas quando Anápolis ocupava a Goiasindustrial e a Secretaria da Indústria e Comércio, o Município “perdeu muitas empresas”. “Nós precisamos estar atentos a isso”, declarou. E “quando nós não tínhamos nome nenhum, nós trazíamos indústria para cá. Porque trabalhávamos, corríamos atrás”, continuou. Ele disse que não se pode “jogar a responsabilidade em cima do companheiro que está lá (ocupando o cargo)”. E continuou: “Enquanto nós estamos acomodados, algumas cidades estão correndo atrás, fazendo seus lobbies e estão pegando as empresas”, observou, citando os municípios de Catalão, Rio Verde, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo entre os que estão expandindo seu parque industrial desta maneira.

Preferência
“Para nós, pela vocação, pelo que nós representamos, pela relação que temos com o governo do Estado de Goiás, através do governador Marconi Perillo, nós temos sim, que participar do governo de maneira forte, ter a presença forte, mas é fundamental cada um de nós, Porto Seco, DAIA, ACIA, todo mundo aqui, Prefeitura, Câmara Municipal, sociedade organizada, a Imprensa, fazermos a nossa parte, fortalecendo, dando suporte”, declarou, sobre o trabalho que deve ser feito para a captação de indústrias.
“Não tem outro que interessa para nós, nesse momento, dentro do contexto que nós estamos discutindo, que não a Goiasindustrial”, pontuou sobre onde prefere ter um anapolino no comando. Sobre a criação de um novo Distrito Industrial, ele atesta: “não adianta eu ter o DAIA II, se tem alguém cercando as indústrias lá em Goiânia”. Mas entende que, “nos últimos dois anos, não veio ninguém (indústria) para cá, é porque não tem para onde ir”. Ele ainda citou o “projeto de fazer mais dois distritos privados” em Anápolis. “Já está bem encaminhado”, declarou. E sugeriu que seja feito no município um distrito para a implantação e pequenas e médias empresas.

Autor(a): Felipe Homsi

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