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Furtos a comércios têm queda de 43% em Anápolis

Cidade Comentários 13 de fevereiro de 2015

Dados da Polícia Militar apresentam comparativo entre os anos de 2013 e 2014. Levantamento indica ainda que os roubos a estabelecimentos comerciais caíram 8,63%. Comerciantes que sofreram com ação de criminosos avaliam se houve, realmente, melhoria da segurança do município


O número de furtos a estabelecimentos comerciais na cidade caiu 43,4% no ano de 2014, em comparação com 2013. No ano passado, foram 176 ocorrências registradas pela Polícia Militar, contra 311 de 2013. Já o número de roubos teve uma diminuição, no mesmo período levantado, de 8,63%, passando de 440 para 402 casos. O furto é classificado pelo Código penal, em seu artigo 155, como a ação de ‘Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel’.
O roubo é abordado pelo Artigo 157 do Código como sendo o ato de ‘Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência’. Os números de Anápolis foram apresentados com otimismo pela PM, que evidenciou algumas melhorias na área de Segurança Pública que permitem explicar a redução do número de roubos e furtos.
O subcomandante do 3º CRPM em Anápolis, tenente-coronel PM Paulo Inácio da Silva, destacou “vários fatores”, entre eles o fato de que a “estrutura do regional (da PM) melhorou” e houve uma “integração das instituições”, como as Polícias Militar, Civil e Federal. Ele acrescentou que a “comunidade passou a informar mais a Polícia” e a população age “observando, ficando mais atentos”.
As mais de 70 câmeras de monitoramento instaladas em Anápolis, controladas pelo Gabinete de Gestão Integrada do Município - GGIM, também, contribuíram para diminuir os índices destes tipos de crime, conforme constatou o subcomandante Paulo Inácio. Os comércios também se equiparam para poder prevenir roubos e furtos. “A maioria dessas empresas colocou câmeras e sistemas de monitoramento”, evidenciou.
Ele reconhece que “o ideal seria que todas as ruas tivessem as câmeras”; e informou que “tem-se trabalhado para o aumento” destes equipamentos. Entre os locais mais propícios para roubos e furtos, foram citadas as 34 feiras semanais que existem na cidade. Paulo Inácio afirmou que a “feira noturna, hoje, se transformou como um local de lazer para a população” e que a “pessoa que vai praticar o furto, pequeno roubo, (se) desloca para ali”.
Comerciantes
Reinaldo Del Fiaco, ex-presidente da CDL Anápolis e atualmente vice-presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás, possui uma loja que comercializa ferragens e materiais de construção. Em 2014, dois adolescentes armados e um adulto roubaram seu comércio, levando pertences de sua mãe, que estava no local na hora do crime. Eles foram presos 40 minutos depois do ocorrido, por ação da Polícia Militar.
A relação entre esse roubo e o mercado das drogas foi evidenciada pelo comerciante Reinaldo. “Querem fazer dinheiro para manutenção do vício, da droga”, explicou. “A segurança, por outro lado, eu acho que está ficando muito a desejar”, abordou o empresário e dirigente lojista. Ele informou que, no setor onde possui o comércio (Vila Fabril) “passam-se semanas sem se ver um veículo” da Polícia Militar durante o dia, quando ainda estava claro. Foi neste período que aconteceu o roubo no estabelecimento. Del Fiaco acredita que “falta mais punição” para criminosos que praticam roubos e furtos.
Polícia “está atuando mais”
Ian Moreira Silva é proprietário de uma loja de materiais hidráulicos e elétricos e diretor comercial da CDL Anápolis. Dois assaltos à mão armada ocorreram em seu comércio, no dia 05 de junho de 2012 e em 06 de setembro daquele mesmo ano. Ele entende que a situação melhorou de lá para cá. “Eu acho que a atuação da polícia está mais forte, está atuando mais”, destacou.
Esta atuação “inibe mais o crime”. Ele enfatizou que, quando suspeitos são avistados nos arredores de seu empreendimento, “a polícia comparece” quando é chamada. E destacou a importância do patrulhamento ostensivo, que “causa uma situação de insegurança para o bandido”.

Análise
Cumprindo um papel que é de responsabilidade do poder público, os comerciantes, muitas vezes reféns do crime, têm que investir em segurança nas suas empresas, contratando serviços caros, como instalação de câmeras e serviços de vigilância privada. Um dos comerciantes ouvidos pela reportagem do Contexto e que não quis se identificar demonstrou sua insegurança. Em 2014, três assaltantes roubaram seu comércio.
“A sensação que eu tenho é de que a insegurança ainda é muito grande na nossa Cidade e no Brasil também”, destacou a fonte. “O que eu tenho visto nos outros comércios é que cada dia mais nós vemos as pequenas e médias empresas partindo para a segurança privada”, reclamou. Ele destaca que, depois do roubo em sua loja, precisou contratar um “vigilante armado o tempo inteiro”.

Autor(a): Felipe Homsi

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