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Funcionários de banco fazem doação para entidade carente

Geral Comentários 04 de fevereiro de 2011

A ação solidária de funcionários do Banco Itaú, bem como de algumas empresas da Cidade, está contribuindo para dar um horizonte à vida de muitas pessoas necessitadas do município


O Abrigo Mater Salvatoris, localizado no Jardim Primavera 2ª. Etapa (acima do Conjunto Filostro Machado Carneiro) recebeu na última quarta-feira, 02, uma doação de mais de R$ 22 mil, por parte do Comitê Itaú Solidário que mobilizou os funcionários do Banco para que os mesmos, através de abatimento no Imposto de Renda de Pessoa Física, pudessem reunir a quantia que será utilizada para uma mini-reforma nas instalações da instituição.
Em Anápolis, segundo Rômulo César Melo França, presidente do Comitê local, pelo terceiro ano consecutivo está sendo realizada esta ação social em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que envia os projetos das entidades para que o comitê escolha a destinação. “Na verdade nós recebemos muito mais, quando vemos o trabalho realizado pelas instituições como o Abrigo Mater Salvatoris”, ressaltou. Em todo o Brasil, existem 30 comitês como o de Anápolis, em que os funcionários do Banco se unem para o apoio a projetos na área social.
A presidente do CMDCA, Terezinha Gonçalves Mendes, informou que os repasses das doações são feitas para a conta do Fundo Municipal para a Infância e Adolescente que, conforme disse, hoje está funcionando de forma plena, atendendo a todos os requisitos legais e em condições de receber ajuda de pessoas físicas como jurídicas na dedução do Imposto de Renda. “Esta é uma mordida do leão que não dói”, brincou, acrescentando que no caso de pessoas físicas, o limite é de 6% e para as empresas de 1%. Conforme observou, várias empresas como a Ambev, Hering, Adubos Araguaia e Guabi já fizeram este tipo de doação e o melhor é que a fonte doadora participa no processo de escolha para a entidade a ser beneficiada.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Francisco Rosa, elogiou a iniciativa dos funcionários do Itaú e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente que, em sua opinião, é um dos “poderes” de maior relevância da Cidade e que tem todo o apoio da Administração para desenvolver o seu trabalho. Ele também anunciou que estão sendo feitas gestões para a obtenção de recurso oriundo de emenda parlamentar para ajudar o Abrigo Mater Salvatoris a adquirir um veículo adequado para atender a sua demanda de trabalho.

Um lugar que toca o coração
O Abrigo Mater Salvatoris fica em um dos pontos mais extremos de Anápolis. O local é limpo e algumas pinturas enfeitam as paredes que servem de abrigo, hoje, para 35 crianças de zero a 12 anos de idade. Em alguns casos, podendo atingir uma idade maior.
A irmã Maria Inês, que dirige a instituição, explica que o abrigo tem uma característica diferenciada de uma creche, onde os pais deixam os filhos e no final do dia voltam para buscar. Lá, estão crianças que, na maioria dos casos, não podem voltar para casa por causa de atos de violência entre os seus pais ou responsáveis, bem como aquelas que foram vítimas de abuso. A volta delas para o seio familiar não depende de horas, e sim de dias, meses, anos e, talvez, pode nem acontecer. Quando a família não comparece, as crianças são encaminhadas para adoção e para famílias substitutas.
No abrigo dá para sentir que falta muita coisa no aspecto físico. Mas, é possível notar que, apesar das dificuldades que essas pessoas ainda tão novas enfrentam, elas têm quem olhe por elas com dignidade e amor ao próximo. Quando o grupo do Comitê e do CMDCA, além de alguns profissionais da imprensa que foram cobrir o evento chegaram ao local, as crianças correram para receber um simples aperto de mão ou um abraço. Sem saber o que estava na verdade acontecendo, elas pareciam estar agradecendo. Algumas portadoras de deficiências não podiam exprimir palavras, mas falavam pelos olhos. Essa é a mágica da solidariedade. Com certeza, o dinheiro que foi doado não pode ser mensurado aos gestos e sorridos das crianças, que esperam por um futuro melhor. Se cada um fizer um pouco, esse caminho poderá ser encurtado.

Autor(a): Claudius Brito

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