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Fórum regional debateu os rumos da economia brasileira

Economia Comentários 23 de dezembro de 2015

Evento em Goiânia reuniu empresários, lideranças classistas e autoridades políticas. O ponto principal foi o descontentamento com os rumos da política econômica brasileira e a busca de alternativas para um crescimento racional


A Associação Comercial e Industrial de Anápolis participou, ativamente, do Fórum “Democracia Ativa”, coordenado pelo Presidente da ADIAL - Associação Pró Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás - , empresário José Alves e que contou com a presença de importantes figuras do mundo sociopolítico e econômico da região. Uma comitiva de empresários e líderes classistas de Anápolis, sob a liderança do Presidente da ACIA, empresário Anastacios Apostolos Dagios, respondeu presente e se inteirou de importantes detalhes que podem ser aplicados na trajetória de restauração da economia nacional como um todo. Anastacios Apostolos Dagios disse que Anápolis, por ser uma cidade polo, ter a segunda maior economia do Estado e ser núcleo estratégico na logística do desenvolvimento de todo o Centro Oeste, deve participar ativamente de projetos e eventos como o Fórum que aconteceu no dia 18 de dezembro último, nas dependências da Faculdade Alfa, em Goiânia. Acrescentou que a ACIA está incentivando e exortando o empresariado a participar dos debates sobre a questão que é de interesse de todos. “Queremos que todos se engajem nesta luta”, disse.

Pronunciamentos
Na abertura do evento, o Presidente da ADIAL, empresário José Alves, fez um alerta de que a realidade econômica do Brasil deve ser mudada e que os empresários devem assumir o posto de protagonistas, tomarem a liderança e trabalharem para que algumas leis sejam mudadas. Para José Alves, “o governo tenta, em vão, controlar a inflação com o aumento das taxas de juros, mas, a má administração do País leva ao rebaixamento na sua economia e o PIB está em queda livre com o aumento dos juros e, se você acredita que tudo está bom, engana-se. Se, hoje, está ruim, amanhã vai estar muito pior e se a situação não mudar, vai piorar cada vez mais. Hoje, o Brasil está em último lugar nas pesquisas de desenvolvimento econômico no mundo, mas não precisamos ir tão longe nessa estatística. Na América do Sul somente ganhamos da Bolívia e do Paraguai. As exportações seguem baixas e iguais às da década de 80” assegurou José Alves.

Palestra principal
O palestrante principal do Fórum Democracia Ativa foi o engenheiro e mestre em economia pública, Amir Khair, ex-secretário da fazenda da Prefeitura de São Paulo. Ele alertou que “os governos sabem como arrecadar verba do empresário e o percentual do PIB corresponde à carga tributária, mas o cidadão brasileiro é quem paga a conta. Nos Estados Unidos, ao contrário daqui, o estado desonera o trabalhador para consumir mais e desonera as empresas para produzir mais. A dívida bruta do Governo Federal compromete o PIB e causa a desvalorização da moeda e a elevação do dólar. O endividamento do estado está prejudicando de forma séria todo o País”, assegurou. Ainda, conforme Amir Khair, com o PIB em queda o Brasil sofre com o déficit de juros e o governo falsamente leva em frente a discussão fiscal. “A Taxa Selic é o remédio que está matando o doente”.
Durante os debates foram apresentadas sugestões e propostas para se melhorar o sistema econômico nacional. Dentre elas destacam-se:
1 - A adoção de taxas de juros deve se alinhar ao nível internacional;
2 - Estabelecimento de um câmbio fluente;
3 - Definição do Limite da dívida da União;
4 - Programas de renda;
5 - Controle da Inflação.

Autor(a): Da Redação

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