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Fotógrafo promove exposição de fotos das tragédias de Minas Gerais

Geral Comentários 22 de maro de 2019

Trabalhos feitos pelo profissional foram apresentados aos alunos de jornalismo da Faculdade Metropolitana de Anápolis


As imagens das tragédias que atingiram as cidades mineiras de Mariana e Brumadinho, respectivamente em novembro de 2015 e janeiro de 2019, clicadas pelo produtor cultural e fotógrafo profissional Wagner Araújo, foram mostradas e analisadas pelos acadêmicos do curso de jornalismo da Faculdade Metropolitana de Anápolis (Fama).
A exposição-aula foi uma iniciativa da instituição e do curso, por meio da disciplina de fotojornalismo, que tem como professora a jornalista Letícia Arantes Jury, e a turma do 3º período do curso, realizada na noite de terça-feira, 19, na sala de pós-graduação da faculdade. Wagner Araújo, mineiro radicado em Goiânia há 30 anos, foi recepcionado pela coordenadora do curso de jornalismo, Márcia Costa.
Além dos acadêmicos do 1º, 2º e 3º períodos, a aula foi acompanhada por convidados, entre eles a secretária municipal de Cultura, Eva Cordeiro; o ex-procurador do município e advogado, Luiz Carlos Duarte Mendes; e ainda fotógrafos, publicitários e assessores de comunicação.
Wagner Araújo, que também é engenheiro, proprietário da WA Imagem – Fotografia e Produção Cultural Ltda, revelou uma face da notícia que, nas coberturas convencionais especialmente dos grandes veículos de comunicação, ficam escondidas, muitas das vezes de forma intencional, dependendo dos interesses que a matéria deve atender.
As fotos que produziu em Mariana e Brumadinho, explicou o repórter fotográfico, documentam em longo prazo “um assunto que tem raiz antiga e não resolvido”. Os milhões de metros cúbicos de lama tóxica que, liberados após rompimento das barragens, ceifaram mais de 300 vidas, deixaram milhares ao relento, destruíram matas verdes e plantações, exterminaram peixes em centenas de quilômetros de rios e afluentes, externaram, segundo Araújo, “o egoísmo dos exploradores hipócritas e corruptos, a agonia dos rios, a destruição e o sofrimento das pessoas”.
Este é o sentimento que o trabalho de Wagner Araújo transmitiu aos acadêmicos de jornalismo da Fama. As imagens foram analisadas sob vários aspectos, seja pelo fator técnico na produção da fotografia jornalística, o olhar do profissional e a perspicácia do repórter. E tudo permeado pelo compartilhar da dor do próximo.
As imagens apresentam cores, formas, ângulos fotográficos, jornalísticos, mas também revelam sentimentos captados pela lente. Neste caso específico, de dor, angústia, desrespeito ao próximo, desespero, de lágrimas e desolação.
Para a coordenadora do curso, jornalista Márcia Costa, a exposição feita por Wagner Araújo aos estudantes de jornalismo da Fama traz grande riqueza no aprendizado acadêmico, “é fascinante como o repórter extrai uma arte pura, de momentos tão trágicos e dolorosos”.
A professora da disciplina de fotojornalismo, jornalista Letícia Arantes Jury, revelou que a intenção em colocar Wagner Araújo em contato com os estudantes de jornalismo da Fama é espertar a atenção para a importância social do jornalismo e da imprensa, “que discute temas relevantes, que muitas vezes apenas são destacados pela grande imprensa na hora que ocorrem e depois caem no esquecimento”.
Tudo isso, avalia Letícia Jury, mostra que “o jornalismo é cidadania, é defesa do meio ambiente, das famílias desabrigadas e que perderam parentes, é ter contato com a dor do outro”. Nestes tempos de redes sociais, complementam “o verdadeiro jornalista é aquele que vai ao encontro do outro, que mostra o que a grande imprensa não mostra, conversa e entende a dor das pessoas”.
Por fim, na avaliação da coordenadora do curso e da professora da disciplina, outro alvo importante são os jovens que querem se tornar profissionais do jornalismo. “Momentos como este proporcionado pelo Wagner Araújo estimulam e mostram a vivência do jornalismo sob os aspectos da ética e do compromisso público do jornalismo”, concluiu Letícia Jury.
TRABALHO
Wagner Araújo realizou as exposições: ‘Cerrado brasileiro, uma fonte de vida’, em Sydney, Austrália a convite do Itamaraty; ‘Goiás de Coralina’ na cidade de Goiás; ‘Cenas Médicas’ a convite da AMIL em Goiânia; “Criadores do Céu de Anil’ em Guarulhos SP. Suas fotos estão presentes em livros regionais e nacionais de fotografia, como o Cidades Patrimônio da Humanidade da UNESCO, Anuário Turístico de Goiás; e em inúmeras peças publicitárias. Dedica-se hoje a fotografar temas voltados ao ser humano a natureza. Coordenou o GOYAZES – Festival de Fotografia Goiânia, a IV Edição do projeto f/5 – Workshops de Fotografia Contemporânea e a implantação de uma galeria de fotografia fine-art em Goiânia.


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