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Formação de menores aprendizes preocupa o setor

Geral Comentários 04 de julho de 2014

Uma das grandes dificuldades é encontrar funções, fora dos canteiros de obras, para acolher os aprendizes


O Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (SICMA) encerrou recentemente, o calendário de reuniões ordinárias referente ao primeiro semestre do ano e com uma preocupação: a exigência do cumprimento da Lei nº 10.097/2000 (Lei da Aprendizagem), ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, determina que todas as empresas de médio e grande porte contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários, cujas funções demandem formação profissional.
O assunto foi debatido com a coordenadora de estágio da Faculdade de Tecnologia SENAI “Roberto Mange”, professora Lúcia Helena Calegari Ribeiro, que discorreu sobre os cursos para a formação de menores aprendizes que a instituição vem fazendo e está projetando para o próximo semestre, visando atender a esta demanda das empresas.
Ante a exigência, o SICMA, vem debatendo a melhor forma de preparar essa mão-de-obra, considerando que a legislação veda a presença do menor aprendiz nos canteiros de obra. Uma proposta apresenta pelo SENAI, é para o curso de Desenho Técnico de Edificações, para maiores de 18 anos matriculados no ensino médio. A ideia é montar o curso com turma mínima de 15 alunos, já a partir de agosto. Conforme a professora Lúcia Calegari, este curso teria uma carga de 750 horas/aula, incluindo a parte prática nas empresas. Além disso, informou encontra-se em andamento um curso também destinado à formação de menores aprendizes, para Auxiliar Administrativo.
O presidente do SICMA, Álvaro Otávio Dantas Maia e o diretor Anastácios Dagios, reforçaram que a entidade é parceira do SENAI, na busca de uma melhor solução para a formação dos menores aprendizes, embora, segundo eles, a lei seja muito rigorosa e represente um ônus para o empresariado que, além da carga tributária pesada, indiretamente, está na prática financiando a educação.
Também participou da reunião o coordenador técnico do SENAI, Fábio Souza Gomes, que está responsável pelo curso Técnico de Edificações, que está sendo formatado, atendendo também a uma demanda do setor.

Autor(a): Da Redação

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