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Força tarefa contra a dengue terá nova mobilização em toda a Cidade

Saúde Comentários 23 de novembro de 2018

Prefeito Roberto Naves reunirá parceiros na lua contra a dengue, visando o combate ao mosquito Aedes aegypti no período chuvoso


A Prefeitura Municipal promove, nesta sexta-feira, 23, às 10 horas, uma reunião de mobilização com os parceiros da ação “Anápolis contra a dengue”. O objetivo, segundo a secretaria municipal de Saúde, é dar continuidade ao trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti. O encontro será no gabinete do Prefeito Roberto Naves e deverá contar com a presença de representantes da sociedade civil organizada, corporações militares, bem como lideranças políticas e religiosas.
De acordo com o último boletim epidemiológico da Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás, relativo à semana 46 (31 de dezembro de 2017 a 17 de novembro de 2018), o número casos notificados de dengue em Anápolis foi de 3.206. No ano passado, no mesmo período, foram 3.609. Portanto, uma redução de 11,17%. Na mesma comparação, entretanto, o número de óbitos subiu de 1 para 2.
No ano passado, com o número de notificações bem abaixo de anos anteriores, Anápolis ocupava a terceira posição no ranking estadual de notificações de dengue. Este ano, até a semana 46, o Município aparece na sétima posição. Embora os números estatísticos sejam favoráveis, a mobilização acontecerá num momento importante, devido ao início do período chuvoso, quando a proliferação do Aedes aegypti tende a aumentar, já que o mesmo encontrará mais ambientes favoráveis à sua reprodução, principalmente, em água parada. Por isso, é fundamental que a população não baixe a guarda e continue adotando as medidas preventivas, visando eliminar os criadouros do mosquito.

Goiás
A situação de Goiás, como um todo, já é um pouco diferente. O número de casos notificados de dengue até a semana 46, em 2017, era de 76.662. Saltou, este ano, no mesmo período, para 94.972, ou seja, um aumento de 23,88%. Pior, ainda, é que o número de óbitos este ano, na mesma comparação, foi de 62, contra 53 no ano passado, um aumento de 16,98%. Há, ainda, 30 casos suspeitos. Se todos estes casos suspeitos se confirmarem, o número de mortes pode chegar a 92, 10 a menos do que as 102 mortes registradas no ano de 2015, o número mais elevado na série histórica desde 2010.

Entenda mais sobre a dengue
O vírus da dengue é um arbovírus. Arbovírus são vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele.
O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.
Os principais sintomas da dengue são: Febre alta, mais de 38.5ºC; dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo.
No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.
Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde.
A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. A principal complicação é o choque hemorrágico, que é quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos e colocando a vida da pessoa em risco. Como toda infecção, pode levar ao desenvolvimento Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

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